Resenha: Under The Dome, de Stephen King

Título: Under The Dome.

Autor: Stephen King.

Publicação: Novembro de 2009.

Número de páginas: 1074 páginas, paperback.

Editora: Gallery Books (Simon & Schuster – USA).

ISBN: 9781439192399.

Onde comprar: Livraria Cultura.

“On an entirely normal, beautiful fall day, a small town is suddenly and inexplicably sealed off from the rest of the world by an invisible force field. Planes crash into it and rain down flaming wreckage. A gardener’s hand is sevred as the dome descends. Cars explode on impact. Families are separated and panic mounts. No one can fathom what the barriers is, where it came from, and when – or if – it will go away. Now a few intrepid citizens, led by an Iraq vet turned short-order cook, face down a ruthless politician dead set on seizing the reins of power under the dome. But their main adversary is the dome itself. Because time isn’t just running short. It’s running out.”

Gente, vocês não fazem ideia do quanto é satisfatório fazer a resenha deste livro e ao mesmo tempo difícil. Sou super, não hiper fanática por Stephen King. Tenho mais de vinte livros do autor. Mas prometo que essa resenha será o mais imparcial possível, pois Under the Dome é um livro realmente interessante.

Primeiro, deixe-me falar do livro em si. Pela ficha técnica acima vocês já imaginaram: o livro é enorme. E olha que o meu é a versão brochura, um pouco maior do que os livros pockets, mas menor do que os livros de tamanho padrão publicados no Estados Unidos e aqui no Brasil. A capa é uma das coisas mais lindas que já vi. E espero que a Editora responsável pela publicação dos livros do autor aqui no Brasil, tenha o cuidado dar à obra uma apresentação tão bonita quanto a capa americana, embora eu duvide que isso aconteça. A editora americana teve o cuidado de colocar para nós leitores o mapa da cidade de Chester’s Mill e o local onde o domo cerca a cidade. O autor, com todo o seu brilhantismo (sou fanática por ele, lembra?), teve o cuidado de colocar uma lista com os principais personagens do livro.

Pela sinopse acima, já temos uma ideia geral do que aconteceu e vai acontecer durante a leitura do livro. Estamos em Chester’s Mill, Maine, Estados Unidos, é dia 21 de outubro, numa bela manhã de outono na cidade. E é sábado. De cara já sabemos que vai acontecer com os dois personagens a que somos apresentados. É um recurso de narração usado pelo autor e que ele adora fazer em vários de seus livros, sempre antecipando alguns acontecimentos, porém, deixando vários deles, em especial aqueles fundamentais para a trama,  para serem descobertos pelos leitores durante o desenrolar da história. Em seguida o autor nos apresenta aquele que será o protagonista do livro, dentre outros personagens importantes da trama.

Mas o interessante nesse início de livro, é a forma fantástica como Stephen King descreve o aparecimento do Domo e tudo que acontece com  devido a esse bizarro fenômeno. E o mais interessante é descobrir que o Domo também é usado além da sua estrutura física, não só para dar desfecho ao livro, mas também como uma forma dos personagens resolverem as suas questões internas. Como se o Domo na realidade, mesmo sendo algo físico, fosse de fato uma barreira para se evitar que os personagens do livro fugissem de enfrentar o que precisa ser enfrentado.

A partir do aparecimento do Domo e a tentativa de tanto se explicar o que está acontecendo quanto saber como se livrar do isolamento, os conflitos humanos começam a aparecer,  máscaras caem, as pessoas desenvolvem comportamentos violentos, questões de má gestão política começam a ser descobertas, ao mesmo tempo, em que os envolvidos tentam escondê-las da população. E tudo se agrava devido ao isolamento da cidade.

Mas é também a oportunidade de sabermos mais sobre os personagens, suas personalidades e caráter, o agravamento do estado psicótico e antissocial, bem como o quanto alguns seres humanos ainda conseguem pensar no próximo, ajudar os mais desesperados e contribuir com a tentativa de livrar a cidade do seu isolamento. É ainda, a oportunidade para alguns se redimirem perante a cidade e perante a si mesmos.

O autor não deixa de mostrar também a questão do poderio do governo americano, que se empenha para salvar Chester’s Mill, mas se o leitor pensa que é a demonstração de poder a preocupação aqui, está enganado. As tentativas do governo americano são as mais absurdas possíveis e mostram prepotência, arrogância e ilusão de grandeza do governo americano com sua própria população.

O livro é incrível, com uma leitura fácil e descomplicada, como só Stephen King é capaz de proporcionar. A trama interessantíssima, principalmente quanto às críticas feitas ao governo americano, como mencionei acima. Para vocês que não conhecem as obras de Stephen King, é uma excelente maneira de começar a ler o autor. Livro recomendadíssimo.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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13 respostas para Resenha: Under The Dome, de Stephen King

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  5. Eu aconselho a comprar a versão original no submarino, pois está de R$ 29,90. Não li sua resenha, pois ainda estou lendo e não quero spoiler😀. Não tenho tempo p/ devorá-lo em poucos dias(rsrs). Além do mais, é tão magnífico que prefiro “degustar” com calma. rsrs Assim que terminar lerei o post.

    • Cassy disse:

      Olá, Isadora. Por favor, volte sim após a sua leitura estou bem curiosa para saber a sua opinião. E obrigada pela dica que servirá bem aos outros amigos que quiserem comprar o livro😀

  6. Eu gostei muito desse livro, apesar do final ter sido tão criticado por algumas pessoas. Sinceramente? É Stephen King, depois de tantos anos, não entendo porque todo mundo aina se surpreende com esses finais loucos. Ele nunca foi de amarrar a história certinho, sempre deixa uma coisa no ar, sempre coloca um enigma.

    Eu fiquei muito, mas muito assustada com aquele final. Me impressionou muito pelo fato de serem crianças. E aquela analogia das crianças que prendem formigas em copos de vidro me deixou gelada. Realmente, nós nos sentimos no direito de fazer experiências com criaturas que julgamos “inferiores”, sem pensar no aquilo representa pra elas. Apesar de ser um final no mínimo inusitado, me fez pensar em muita coisa.

    Apesar de ter gostado muito do livro, estou sem vontade de assistir á série de TV. Isso porque além de eles terem anunciado que mudarão o final (óbvio), não gostei das ênfases que deram pra trama nem do fato de todos os personagens principais serem incrivelmente bonitos.

    Ótima resenha, Cassy!

  7. Kili Maggot disse:

    Concordo com a Melissa de Sá … O final também me fez pensar em muitas coisas e eu adorei o livro do começo até o FIM , sim , eu amei o final e achei otimo , obvio que as “Crianças cabeças de couro” me surpreenderam ,mas depois achei super genial da parte do S.K.

    Otima resenha Cassy

    • Cassy disse:

      Olá, resenhudos! Acabei de ler a sua crítica e concordo com os seus pontos, a programa começou muitíssimo bem, mas acabou caindo em desenvolvimento, embora nos dois episódios finais tenha melhorado bastante, não ao ponto dos primeiros episódios, infelizmente. Vamos ver o que a segunda temporada nos aguarda, pois parece que é o próprio Stephen King quem está escrevendo o roteiro, ou assim li em algum lugar.

  8. Carolina disse:

    Gostaria muito de comprar o livro depous dessa resenha. Fiquei muito curiosa sobre o final. Gostaria de saber em que editora você comprou?

    • Cassy disse:

      Olá, Carolina! Eu li esse livro em inglês mesmo, a editora está na ficha técnica do livro no comecinho da resenha, mas o livro foi lançado aqui no Brasil, algum tempo depois que li a versão original, pela editora Suma de Letras Brasil e pode ser encontrado em qualquer livraria do país.

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