Resenha: A Game of Thrones, de George R. R. Martin

Título: A Game of Thrones.

Autor: George R. R. Martin.

Publicação: agosto de 1996.

Número de páginas: 835 páginas, paperback.

Editora: Bantam Books.

ISBN: 9780553573404.

Cotação: Ótimo.

“In A Game of Thrones, George R. R. Martin has created a genuine masterpiece, bringing together the best the genre has to offer. Mystery, intrigue, romance, and adventure fill the pages of the first volume in an epic series sure to delight fantasy fans everywhere”. Tradução: “Em A Game of Thrones (A Guerra dos Tronos), George R. R. Martin criou uma genuína obra-prima, juntando o melhor que o gênero tem a oferecer. Mistério, intriga, romance e aventura enchem as páginas do primeiro volume desta série épica, que com certeza vai agradar aos fãs de fantasia de todo o lugar”.

Esclarecimentos: como li as versões em inglês muitos dos nomes estão em inglês, óbvio. Alguns contêm a tradução entre parênteses. 

Primeiro livro da A Song of Ice and Fire, do escrito americano George R. R. Martin, A Game of Thrones é considerado um dos maiores clássicos da Literatura Fantástica mundial. Isso não é nenhum exagero, desde que o citado autor é conhecido como o Tolkien americano e a série já é uma das mais vendidas no mundo, sendo que aqui no Brasil, os dois primeiros livros, A Guerra dos Tronos e A Fúria dos Reis, lideraram a listas de mais vendidos nas principais livrarias do país.

A Game of Thrones começa com um prólogo de arrepiar. Somos transportados direto para o norte de Westeros, continente onde se passa boa parte da trama e onde existe um grande muro de gelo conhecido como The Wall (A Muralha). Três Rangers (Patrulheiros) de um grupo conhecido como The Night’s Watch são designados para localizarem alguns selvagens avistados perto da tal muralha. Os patrulheiros são mandados para além do muro, ainda mais ao norte e fazem a sua inspeção, mas ao invés de localizarem os tais selvagens, avistam um acampamento destruído cheio de partes de corpos (provavelmente dos selvagens que procuram). Ao tentarem sair do local são surpreendidos por criaturas conhecidas como The Others.  Acredita-se que essas criaturas já estão extintas ou nunca existiram e fazem parte do folclore local. Nessa missão apenas um patrulheiro sobrevive, sendo que um deles é transformado numa espécie de zumbi (Wight Walker) e mata o seu companheiro.

Então entramos realmente na trama do livro. Mas antes é importante colocar que a estória é contada do ponto de vista dos personagens. Assim, cada capítulo possui como título o nome do personagem cujo ponto de vista está em destaque.  E embora possa parecer o contrário, essa forma de narrativa dá mais dinamismo aos livros da série.

Voltando ao livro, A Game of Thrones começa com a execução daquele patrulheiro sobrevivente. Ele é considerado um desertor e, portanto, deve pagar com a vida. Ok. Muito extremo, pois já sabemos que o coitado viu uma criatura que poucos acreditam que exista. Aliás, viu um monte delas (diferente da série da HBO que só mostra uma, além daquela garotinha que me dá pesadelos até hoje, mas tudo bem).  Mas lei é lei até na ficção. Então o tal ranger (ou ex-ranger) é executado por Eddard Stark, lorde de Winterfell e uma espécie de protetor do norte. Tudo em nome do rei Robert Baratheon.

Em seguida sabemos que o tal rei se dirige para Winterfell. O objetivo do monarca é fazer uma visita ao seu velho amigo de infância, Eddard Stark e também nomeá-lo ao cargo de Hand of the King, uma espécie de primeiro-ministro do rei. Eddard é um tanto hesitante ao aceitar o cargo, mas no final acaba por fazê-lo, convencido de que poderá solucionar o mistério que envolve a morte do seu antecessor, Jon Arryn. Os Starks desconfiam que Jon foi morto pelos Lannisters, a família da rainha.

Aliás é muito marcante na trama do livro essa inimizade existente entre Starks e Lannisters, que vem desde o tempo do antigo rei, bem antes de Robert assumir o posto de soberano.

Assumido o cargo de Hand, Lorde Eddard vai com as filhas, Sansa e Arya, para King’s Landing, a capital do reino. Sansa é uma garota iludida pela idéia de se tornar rainha e é prometida em casamento ao detestável Principe Joffrey, filho do rei Robert Baratheon e da rainha Cersei Lannister.

Vamos só esclarecer o seguinte: Westeros é o continente e Seven Kingdoms,  o país (isto na palavra do próprio autor, não estou inventando e nem presumindo nada, galera), cuja capital é King’s Landing, Ok? Beleza, continuando.

Da família Stark restaram no norte a esposa de Eddard, Catelyn, e os filhos, sendo que Jon Snow, filho bastardo de Eddard é mandado para ser um Ranger dos Night’s Watch. Tenho pena do Jon, mesmo sendo bem tratado pelo pai e pelos irmãos, que não o enxergam como um bastardo, é triste ver o modo como a Catelyn o trata. Claro, que ele já se tornou de cara o meu personagem preferido.

Em King’s Landing, Eddard descobre um segredo referente aos filhos do Rei, que acirrará ainda mais a disputa entre Starks e Lannisters. A atitude de Eddard para com a rainha Cersei me deixou furiosa. Quem leu sabe do que estou falando. Não sei se o leal e comptetente Mão do Rei quis ser mais esperto, honrado e honesto do que os Lannisters, mas agir do modo que agiu, foi no mínimo muita ingenuidade ou muita idiotice. Desculpe quem defende Lorde Eddard com unhas e dentes, mas ele agiu de forma muito diferente do que demonstrava ser. Enfim, pagou caro por isso.

A trama também se desenvolve no continente além mar, onde vamos encontrar os irmãos Viserys e Daenerys Targaryen, um casal de irmãos exilados em Free City, filhos do antigo rei, o Mad King Aerys Targaryen. Viserys vende a irmã, Daenerys, para Kahl Drogo, líder dos Dothrak, em troca de um exército para reconsquistar o seu trono em Westeros. Viserys, que ao meu ver, puxou o pai na loucura, se torna cada vez mais impaciente e revoltado ao perceber que seu plano não está saindo como o planejado e que a sua irmã tem tido mais atenção entre o povo Dothraki do que ele.

Viserys é um personagem que se detesta logo de cara. Com sua arrogância e prepotência, o rapaz faz de tudo para recuperar o trono, não importa o que. Dany, por outro lado, e por ser bem mais nova, tem um caráter mais firme e muitas vezes se mostra mais consciente da situação atual em que vive, não menos determinada que Viserys em voltar para Westeros, Dany acaba vendo os Dothraki como seu povo e não apenas como um exército.

Quanto ao fato dos personagens, George R. R. Martin, já revelou que não existe um personagem principal na trama. Quantos às famílias, cada uma possui símbolos, como o Direwolf dos Starks, o Leão dos Lannisters, o Cervo dos Baratheons entre outros, que podem ser conferidos no final do livro (de cada livro da série, na verdade), onde o autor disponibilizou cada Casa (Família) e seu respectivo símbolo e lema.

Por fim, algumas curiosidades: Jaime Lannister é chamado de Kingslayer (Regicida) por ter matado o antigo rei, durante a rebelião de Robert Baratheon; Bran Stark acaba sofrendo um acidente, pois viu algo que muda o curso da trama; Jaime e Cersei tem um irmão mais novo, Tyrion, que é anão e desprezado pelo pai, Tywin e pela irmã Cersei, mas adorado por Jaime; os Lannsiters são a família mais rica de Seven Kingdoms; Tyrion é inteligente e astuto, adora bordéis (isso mesmo); Arya Stark, filha mais nova de Eddard e Catelyn, não gosta de fazer coisas de mulherzinha, prefere lutar e acaba tendo aulas emquanto está em King’s Landing; Eddard Stark também é conhecido como Ned; Catelyn e Ned ainda têm mais um filho, Rickon; Cada filho dos Starks têm um Direwolf, encontrados ainda filhotes e de Jon Snow é albino e recebeu o nome de Ghost; em alguns países as edições dos livros foram divididas em duas partes, assim, há países que já possui oito livros lançados (graças a Deus não fizeram isso aqui).

Dúvidas, sugestões, correções, fiquem a vontade para comentar. E leiam o livro, vale muito a pena.

Confira as capas das outras edições do livro aqui.

.:.Abraços e até a próxima.:.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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