Resenha: A Clash of Kings, de George R. R. Martin

Título: A Clash of Kings.

Autor: George R. R. Martin.

Publicação: 1999.

Números de páginas: 1040 páginas, paperback.

Editora: Bantam Books.

ISBN: 9780553579901.

Cotação: Excelente.

“In this eagerly awaited sequel to A Game of Thrones, George R. R Martin has created a work of unsurpassed vision, power, and imagination. A Clash of Kings transports us to a world of revelry and revenge, wizardry and warfare unlike any you have ever experienced.” Tradução: “Nesta ansiosamente aguardada seqüência de A Game of Thrones, George R. R. Martin criou um insuperável obra de visão, poder e imaginação. A Clash of Kings nos transporta para um mundo de festa e vingança, magia e guerra diferente de qualquer outro que você já conheceu”.

A Clash of Kings é o segundo livro da série A Song of Ice and Fire. A série já é considerada um clássico da Fantasia Épica mundial, rendendo ao autor, George R. R. Martin, o título de Tolkien americano.

Encontramos Westeros em plena guerra civil. Joffrey Baratheon é o novo Rei de Seven Kingdoms, mas tem sua legitimidade ameaçada por Renly Baratheon, irmão mais novo de Robert Baratheon e tio de Joffrey, que também se declara rei. Para piorar as coisas, Robb já havia sido aclamado Rei do Norte quando venceu a batalha contra os Lannisters que acabou na captura de Jaime, e Balon Greyjoy (pai de Theon) se proclama Rei das Iron Islands e se prepara para atacar o Norte, tendo em vista que Winterfell se encontra desprotegida.

E para deixar a disputa pelo Trono de Ferro ainda mais acirrada, Stannis Baratheon, Lorde de Dragonstone, também se declara Rei de Westeros, sob a alegação de ser o verdadeiro herdeiro de Robert Baratheon. Stannis é o irmão do meio de Robert, portanto mais velho do que Renly e seria o Rei legítimo de Westeros, pois Joffrey, como já sabemos, é filho de Cersei com seu irmão gêmeo Jaime.

O interessante desse livro é que novos personagens ganham POV. E um que me impressionou foi Theon Greyjoy. Como sabemos, Theon é mantido como protegido dos Starks, desde que seu pai, Balon se rebelou contra o Norte. Theon é usado como uma garantia de que o Senhor de Iron Islands não se rebelerá novamente, pois é o único filho homem sobrevivente da Casa Grejoy. Embora sempre tenha sido mostrado como fiel aos Starks, neste livro veremos uma outra face de Theon, que aproveitará qualquer chance e tudo que estiver ao seu alcance para retormar o seu lugar na família Greyjoy.

Jon Snow é outro personagem que cresce na trama, principalmente após a Patrulha se ver obrigada a investigar alguns acontecimentos do outro lado da Muralha. Isso porque a ameaça do chamado Rei além da Muralha está cada vez maior e parace não ser uma lenda, como muitos pensavam. Já alerto que os POVs do Jon serão bem importantes para se entender o que acontecerá no terceiro livro.

Outro personagem que entra na estória já com um POV(ponto de vista) é Davos Seaworth. Davos serve a Stannis Baratheon e é seu homem de confiança. Stannis é retratado como severo e frio, e tem em Davos uma espécie de confidente leal. Davos realmente mostra ser um fiel a Stannis, não sabemos até que ponto, principalmente porque Davos não confia na Conselheira de Stannis, a feiticeira Melisandre.

Melisandre é uma feiticeira de Asshai, que acredita ter encontrado um ser lendário renascido na pessoa de Stannis. Ela o aconselha a entrar na guerra pelo trono de Westeros, e diz que o pretendente a rei está protegido por R’hllor, o Deus em que ela acredita. Melisandre será responsável por um acontecimento bem enigmático. Já digo, que gosto da personagem, pelo ar misterioso e pelo o que acontece no prólogo.

Dany continua tentando unir forças para encontra um modo de voltar a Westeros, reunir um exército e reaver o que é seu. São capítulos bem interessantes, pois  mostram um amadurecimento da personagem. Dany demosntra que sabe lidar com laços políticos e que não é enganada facilmente. Mas em dados momentos mostra muito bem ter o sangue Targaryen, pois se torna exigente e impaciente, como seu irmão havia se comportado em diversos trechos, não de forma extrema, claro. Viserys era louco, a Dany nitidamente não é.  É uma personagem que gosto bastante, embora não seja a minha preferida.

O inteligente e esperto Tyrion se vê no papel de Mão do Rei, enquanto Tywin Lannister está a caminho de King’s Landing (Porto Real). Tyrion se mostra bem competente, mas Cersei faz de tudo para derrubá-lo e o anão acaba sendo obrigado a tomar parte do exército Lannister na Batalha de Blackwater Bay.

Aliás essa batalha é belíssima. Bem narrada, me lembrou muito a Batalha dos Campos do Pelennor do Senhor dos Anéis. A Batalha de Blackwater Bay acontece entre as tropas de Stannis que reivindica o trono contra as tropas do Rei Joffrey. É uma das seqüências mais lindas que já li. Enfim, o plano de Cersei para tirar Tyrion do posto de Mão do Rei funciona.

Mas o momento que mais adoro neste livro é a conversa entre Catelyn Stark e Jaime Lannister. Desesperada para ter as filhas de volta, Catelyn chega ao extremo de seu bom senso e faz um acordo com Jaime Lannister em troca de suas filhas. Jaime será escoltado até King’s Landing por Brienne, outra personagem que entre na trama, mas que terá mais destaque no terceiro livro, que tem a missão de trazer Sansa e Arya de volta.

É uma continuação excelente, pois além de manter o alto nível do primeiro livro, o enredo se desenvolve bem melhor, ganha mais dramaticidade. As personagens já conhecidas começam a revelar um outro lado da sua personalidade, as novas personagens agradam bastante. Ah, claro, violência e sexo também não faltam na trama.

Clique aqui para ver as versões estrangeiras do livro.

Dúvidas, sugestões, correções fiquem a vontade.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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4 respostas para Resenha: A Clash of Kings, de George R. R. Martin

  1. Melissa disse:

    Então, terminei Guerra dos Tronos ontem e to aqui doida com Clash… Mas não vou poder ler tão cedo. Ah nem… que vida difícil…

    • Cassy disse:

      Rsrsrsrsrs. Essa série é maravilhosa. Não vejo a hora de ler o quinto livro. Em breve devo postar resenha do terceiro. Vou tentar não soltar muito spoiler, rsrsrsrsrs.

  2. Pedro disse:

    Realmente,uma das melhores partes do livro é a conversa entre Catelyn e Jaime.Tenho que dar crédito á Jaime,já que ele foi extremamente sincero enquanto conversava com Catelyn.

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