Resenha: A Storm of Swords, de George R. R. Martin

Título: A Storm of Swords.

Autor: George R. R. Martin.

Publicação: novembro de 2000.

Número de páginas: 1216 páginas (paperback).

Editora: Bantam Books.

ISBN: 9780553573428.

Cotação: Excelente.

“Here is the third volume in George R. R. Martin’s magnificent cycle of novels that include A Game of Thrones and A Clash of Kings. Together, this series comprises a genuine masterpiece of modern fantasy, destined to stand as one of the great achievements of imaginative fiction.” Tradução: “Eis o terceiro volume desse magnífico ciclo de romances de George R. R. Martin, que inclui A Game of Thrones e A Clash of Kings. Juntos, essa série forma uma genuína obra-prima da Fantasia Moderna, destinada a permanecer como uma das maiores realizações da ficção.”

Chegamos ao terceiro livro da série A Song of Ice and Fire. E devo confessar uma coisa: este é o livro da série que eu mais gostei. Até o momento.

O livro  supera o anterior, não só na narrativa, que continua impecável, mas também porque tem muito mais ação e alguns acontecimentos inesperados. George R. R. Martin não tem medo de ousar, se decide que um personagem deve morrer, ele não pensa duas vezes, mesmo que esse personagem seja querido pelos fãs.

Momentos bem tenso marcam toda a obra, cada página é pura adrenalina. E o prólogo jácomeça bem intenso com a tal famigerada ameaça temida pelo norte, os Outros. São momentos descritos de forma magistral que não te dão tempo de respirar e que te deixam ansiosa para saber mais.

A personagem Daenerys cresceu muito durante a série. Ela agora tem a atitude de uma verdadeira rainha e assim é respeitada por seu povo. Dany ainda tem o plano de voltar a Westeros e para isso sai em busca de um exército. Mas não do jeito louco e desesperado de seu irmão Viserys, ela planeja tudo e vai conquistando as cidades por onde passa.

Os momentos de ação da série claro ficam por conta da batalha entre a patrulha e os selvagens. O grande destaque de toda essa luta vai para Jon Snow, que usa a sua inteligência, herdada do pai com certeza (se é que Ned é seu pai) e consegue impor resistência aos ataques dos selvagens até que chega ajuda. São cenas de ação de arrepiar, pois há momentos em que você pensa que a Muralha será mesmo invadida. Adorei o desfecho.

Enquanto isso, a briga pelo poder Trono de Ferro continua entre os quatro pretendentes a rei. Joffrey ainda é o rei oficial, mas Stannis se considera o verdadeiro herdeiro do falecido Robert Baratheon. Após a batalha de Blackwater Bay, Stannis decide voltar a Dragonstone, onde reuni forças e vai para o norte e acaba ajudando a Night’s Watch vencer os selvagens de Mance Rayder. Isso depois de ouvir o conselho de Davos.

Acho muito interessante o respeito mútuo entre Stannis e Davos, várias vezes durante a leitura do livro, essa relação de fidelidade me lembrou muito a relação entre Ned e Robert, embora não no nível de amizade, mas no de respeito. Acho que o autor achou necessário colocar na estória alguém que tenha os mesmos princípios de lealdade e amor à família que o Ned tinha e essa pessoa é Davos.  Não sei se todos vão concordar, mas foi a impressão que tive.

Como mencionei acima, George R. R. Martin não tem medo de ousar e isso fica muitíssimo claro em dois momentos. O primeiro é o casamento de Edmure Tully, tio de Robb Stark e irmão de Catelyn Stark, em Twins, com uma moça da Casa Frey. O casamento se tornao momento ideal para os Freys mostraram a quem são leais de verdade. O evento fica conhecido como Red Wedding (Casamento Vermelho) e marca a saída de um dos pretendente a rei. Claro, a notícia se espalha por toda a Westeros.

O segundo acontecimento é o casamento entre Joffrey e Margaery Tyrell. Tywin Lannister é a atual Mão do rei e recebe uma proposta de acordo de Balon Greyjoy, o que mostra como os Lannisters tem aliados em toda a Westeros.  Joffrey passa da medida na comemoração, humillha Tyrion, tudo na frente dos convidados. Mas o reizinho acaba recebendo o seu castigo para deleite dos fãs da série.

O que realmente foi impressionante é descobrir um outro lado da personalidade de Jaime Lannister. Conforme ele e Brienne vão avançando na sua jornada, Jaime tem uma personalidade mais parecida com a de Tyrion.Você começa realmente gostar dele ou pelo menos entender o porquê de algumas de suas atitudes. Ainda mais quando Jaime confessa os reais motivos porque resolveu assassinar o rei louco Aerys Targeryen.

Enfim, o livro é realmente o que eu esperava quando comecei a ler, emoção e ação do início ao fim. A luta pelo poder está acirradíssima. George R. R. Martin demonstra mais uma vez porque é conhecido como o Tolkien americano. Nem preciso falar que a obra é recomendada, né?

Lembrando que a versão brasileira do livro, A Tormenta de Espadas, tem previsão de lançamento para Setembro deste ano.

.:.Abraços e até a próxima.:.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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