Resenha: American Gods, de Neil Gaiman

Título: American Gods.

Autor: Neil Gaiman.

Publicação: 19 de junho de 2001.

Número de páginas: 588 páginas.

Editora: Harper Torch.

ISBN: 9780380789030.

Cotação: Ótimo.

Shadow é um ex-presidiário, que é posto em liberdade alguns dias antes do previsto devido à morte de sua esposa. Durante o voo de volta para a sua cidade, Shadow conhece o Sr. Wednesday, que lhe oferece uma oportunidade de trabalho. Sem muitas opções Shadow aceita e passa a ser o guarda-costas do Sr. Wednesday. 

A vida de Shadow, que já não era fácil, sofre mais uma reviravolta quando ele se vê envolvido com Deuses e seres mitológicos. Wednesday e Shadow partem em viajem pelos Estados Unidos em busca de aliados para lutar contra os novos deuses. Esses novos deuses nada mais são do que os recursos tecnológicos, como a Mídia e Internet, que só se tornaram deuses por causa da crença humana neles.

O livro é mesmo um verdadeiro clássico da Fantasia Urbana. Neil constrói uma narrativa incrível, embora um pouco complexa. Eu tinha grandes expectativas a cerca do livro, pois a obra recebeu diversos prêmio e elogios de escritores consagrados como Stephen King. Também porque é o primeiro trabalho de Neil Gaiman que leio e queria ver como era o seu estilo de escrita. Não me decepcionei.

Somente uma coisinha: não espere um estudo sobre Mitologia aqui, ok? Neil realmente se refere a diversos Deuses e criaturas mitológicas e como eles chegaram na América, mas sem entrar em muitos detalhes sobre a história de cada um de modo específico. O que achei muito bom. Mesmo porque já existem no mercado literário diversos livros sobre Mitologia dos mais diversos lugares do mundo.  É só procurar😀.

E por falar em mais diversos lugares do mundo, adorei o fato do autor sair da rotina de escrever sobre somente uma história mitológica. Sempre vemos somente algo sobre a mitologia grega ou romana ou escandinava ou indiana. Em American Gods, temos a oportunidade de conhecer (pelo menos por nome) os deuses de outras regiões do mundo, como russos, africanos, japoneses, chineses, etc. Isso demonstra o respeito à diversidade cultural americana, muitas vezes mascarada por ideais preconceituosos e neonazistas.

O livro é ótimo, com um desfecho bem interessante. Além disso, tem uma trama paralela que envolve um deus/criatura e o desaparecimento de adolescentes.

Em junho deste ano, o livro ganhou uma edição especial de 10º Aniversário, com a adição de 12 mil palavras ao texto original. Uma versão em áudio também será lançado em novembro deste ano.

Há rumores a respeito de uma série baseada no livro. O show seria produzido pela HBO e a Playtone, produtora que pertence ao ator Tom Hanks. Robert Richardson e o próprio Neil Gaiman seriam os responsáveis pelo roteiro, enquanto a produção executiva ficaria a cargo de Tom Hanks e Gary Groetzman. É aguardar.

Enfim, galera é isso. Gostou do post, clique em gostei. Dúvidas, sugestões ou correções, fiquem a vontade.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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