Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë

Título: O Morro dos Ventos Uivantes.

Título Orignal: Wuthering Heights.

Autora: Emily Brontë.

Publicação: 1847, Reino Unido; 2010, Brasil.

Número de páginas: 405 páginas.

Editora: BestBolso.

ISBN: 9788577992027.

“Publicado originalmente em 1847, O morro dos ventos uivantes se consagrou como uma das principais obras da língua inglesa. Uma história de amor intenso, maldição e ódio: a paixão do órfão Heathcliff e Catherine Earnshaw. Ele foi adotado pelo pai de Catherine e levado para Wuthering Heights, propriedade da família. Os jovens criam fortes laços rapidamente, mas o destino conspira contra a união deles. Este foi o único romance escrito por Emily Brontë, uma obra-prima sem precedentes que ainda hoje emociona leitores de todo o mundo.”

O livro começa no ano de 1801, o Sr. Lockwood, locatário de uma das propriedades de Heathcliff, vai ao encontro do seu locador em Wuthering Heights para se apresentar. Lá Lockwood fica surpreso com a atmosfera do local e com o animosidade que encontra. O que mais o impressiona é a forma rude da Sra. Heathcliff e a forma como ela é tratada por todos dentro da propriedade. Lockwood também fica impressionado com o caráter sarcástico,  irônico e não menos rude de Heathcliff, o seu locador.

Devido ao mal tempo, Lockwood é obrigado a passar a noite em Wuthering Heights e acaba vendo a aparição de Catherine Earnshaw, que pede para que ele a deixe entrar. Catherine está morta há vinte anos.

Após essa experiência, Lockwood volta para a propriedade alugada, Thrushcross Grange, antiga moradia da família Linton, agora propriedade de Heathcliff.  Devido ao mal tempo ele acaba ficando doente e é atendido pela Sra. Dean, Ellen Dean também conhecida como Nelly, governanta de Thrushcross Grange e antiga empregada de Wuthering Heights. Através de Nelly, Lockwood fica sabendo toda a história que envolve as famílias Earnshaw e Linton, e a trágica história de amor de Catherine e Heathcliff.

Obviamente não vou contar a história do livro aqui, mesmo porque já não é novidade, uma vez que o livro foi adaptado diversas vezes para o cinema e para a TV. Foi justamente através do cinema que conheci a história.

Porém ler o livro trás sensações diferentes, claro. A história é mais completa e algumas lacunas vistas nas adaptações são preenchidas e história ganha mais sentido e mais substância.

O importante para destacar aqui é justamente as personagens principais. Catherine não é a heroína típica, a mocinha injustiçada que não pode viver o seu amor, ela tem um caráter forte e determinado e faz o que quer. Ela ama Heathcliff e tem plena consciência de que ele não tem condições de ser seu marido. Ela, então, resolve se casar com Edgar Linton. E é aí que a vida de Catherine sofre a reviravolta, pois mesmo com a sua vida de casada, o amor por Heathcliff não desaparece. Quando Heathcliff volta, após três anos sumido, rico e diferente, bem vestido e um verdadeiro gentleman, Catherine percebe o erro que cometeu e se desespera a ponto de tornar-se quase louca.

Heathcliff por sua parte, após sofrer humilhações de Hindley Earnshaw, que se torna proprietário de Wuthering Heights após a morte de seu pai, vendo que Catherine, embora corresponda ao seu amor, não o assume perante as outras pessoas, resolve fugir e volta completamente mudado e rico. Aliás, a autora não revela como Heathcliff ficou rico. Outra mudança em Heathcliff é o desejo de vingar-se das pessoas que o humilharam, incluindo Edgar Linton, o marido de Catherine. Assim, seu caráter muda completamente, ele se torna irônico, sarcástico e cruel. A sua vingança recai sobre os filhos do seus inimigos, o jovem Hareton Earshaw, filho de Hindley, e Catherine Linton, filha de Catherine e Edgar Linton.

O livro é perfeito. Em nenhum momento se tornou tedioso ou chato. A narrativa é rica e empolgante. Embora, escrito no século 19, o livro tem um toque de sobrenatural, o que se vê no começo da narrativa e também no final, já no ano de 1802, quando o personagem de Heathcliff tem o seu desejo satisfeito e volta a se reunir com o seu amor. Lindo!!!!

Livro mais do que recomendado.

Vale a pena dar uma conferida nas adaptações. Destaco o filme de 1992, com Juliette Binoche, no papel de Catherine Earnshaw e Catherine Linton, e Ralph Fiennes, como Heathcliff, a produção é muito boa e Ralph é um Heathcliff perfeito. Também destaco a série para TV de 2009, com Tom Hardy, no papel de Heathcliff, e Charlotte Riley, como Catherine Earnshaw.

.:.Abraços e até a próxima.:.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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8 respostas para Resenha: O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë

  1. Melissa disse:

    Esse livro é ótimo mesmo. Uma leitura inesquecível. Eu chorei horrores e não tenho vergonha de admitir… As irmãs Bronte são excepcionalmente talentosas. Eu recomendo ler Jane Eyre, que é outro livro revolucionário.

    • Cassy disse:

      Melissa, li Jane Eyre numa versão horrorosa para iniciantes na língua inglesa, vou ler o livro original com certeza. Valeu pela dica :D. Quanto a O Morro… não chorei, mas achei linda a declaração de amor que a Catherine faz, dizendo a Nelly que ela, Catherine, é Heathcliff, foi lindo! Arrepio só de lembrar. E o Heathcliff é um personagem maravilhoso, mesmo com toda a sua rudeza e espírito vingativo, ele te conquista de uma maneira inexplicável.

  2. Cassy disse:

    Haha! Heathcliff rocks!!!! Não sei explicar o porquê do meu fascínio por ele, acho que atrás daquele mal humor todo ainda tem (ou tinha) um bom coração.

  3. Dwejitokkii disse:

    O morro dos ventos uivantes é um dos meus livros favoritos. Heathcliff e Catherine são meus personagens favoritos. Lembrei quando você mencionou que a autora nunca revelou como Heathcliff ficou rico… Uma das coisas que acho genial nesse livro, é que quem conta a historia de Heath e Cate é sra. Dean. Por isso pode notar que há certas coisas que não são ditas pela própria ignorância da personagem perante a historia. Essa jogada da Emily foi genial, na minha opinião. Assim como eu gosto de Heath e Cate do jeito que são contados, sei que aquela historia é do ponto de vista dela. A historia não foi relatada em fatos ou do ponto de vista deles.

    Jane Eyre é muito bom mesmo, inclusive o filme de 2011 com o lindo do Michael Fassbender.

    p.s.O nome de Heath Ledger é uma homenagem ao livro.

    • Cassy disse:

      Dwejitokkii, bem lembrado o fato da história ser narrada pela Nelly, por isso não ser mencionado como Heathcliff ficou rico. E eu não sabia que o nome do Heath (Deus o tenha) era em homenagem ao livro, ahcei isso legal d+.

  4. Cassy disse:

    Amanda, achei perfeita a sua análise, principalmente porque você pegou justamente o ponto da história mesmo. O fato de Heathcliff deixar sempre claro para os outros poersonagens a sua busca por vingança, custou bem caro para ele. Pois ele não teve um momento feliz com a esposa, que parecia realmente amá-lo, não desfrutou da companhia do filho e nem da do outro rapaz que o admirava e o tinha como um pai. Além disso, perdeu a oportunidade de mostrar para a Catherine que ele prosperou na vida em todos os sentidos. Por isso o personagem é tão fascinante e causa os sentimentos que você citou.

    • Cassy disse:

      Amanda, obrigada pelo elogio. Na verdade eu é que devo te dizer isso, pois sua opinião foi de uma clareza enorme. E ainda tenho que de agradecer pelas dica. Eu é quero ser igual você quando crescer 😀

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