Resenha: The Shadow Rising, de Robert Jordan

Título: The Shadow Rising

Autor: Robert Jordan

Publicação: 15 de setembro de 1992

Número de páginas: 981 páginas

Editora: Tor Books

ISBN: 9780812513738

“The Shadow shall rise across the world, and darken every land, even the smallest corner, and there shall be neither Light or safety. And he who shall be born of the Dawn, born of the Maiden, according to Prophecy, he shall stretch forth his hands to catch the Shadow, and the world shall scream in the pain of salvation. All Glory to the Creator, and to the Light, and to he who shall be born again. May the Light save us from him.”

The Shadow Rising é o quarto volume da série The Wheel of Time. Com 393.823 palavras é considerado o maior livro da série até o momento, embora o maior em número de páginas seja Lord of Caos, o sexto livro da série.

Assim como os demais volumes, o livro foi traduzido em diversos países europeus, incluindo Portugal, em 2008, onde recebeu o título de A Sombra Alastra, sendo o último livro da saga publicado em terras portuguesas. Sem saber quando haverá nova publicação, os leitores portugueses decidiram fazer um abaixo assinado para que a editora Bertrabd Livreiros, através de uma petição pública online, requerendo a tradução dos demais livros. Uma boa ideia, não é galera brasuca?

Para quem tiver interesse em ajudar os nossos irmãos da terrinha basta clicar aqui e assinar a petição. Nós brasileiros fomos ainda mais azarados, pois a série somente chegou aqui no ano de 2009, quando já haviam sido lançados 11 livros da série nos Estados Unidos e Reino Unido, e apenas os dois primeiros livros foram publicados até o momento, sem qualquer expectativa da editora em fixar uma data para lançamento do terceiro volume.

Entretanto, não vou culpar as editoras, pois conforme vocês perceberam nas resenhas anteriores, a série passa por um rigoroso controle de Direitos Autorais e talvez seja isso que esteja atrasando as publicações tanto aqui no Brasil quanto em Portugal, ou até em outros países. Uma pena realmente, é uma série que todo fã de Fantasia Épica merecia ler.

Mas vamos à resenha que é para isso que estamos aqui, né gente?

Gostaria de fazer um alerta sobre a série. A partir de The Shadow Rising, a estória ganha uma temática mais violenta e um pouco mais sensual. Isso porque as personagens, embora bem jovens, passam por um processo de amadurecimento bem radical, devido aos problemas que enfrentam na sua luta contra a grande ameaça ao mundo. E também pelo fato de, apesar de serem adultos, as personagens terem nos sido apresentadas como pessoas de vida simples e humilde, com um tipo de criação mais pura, sem necessariamente serem inocentes ou ingênuos.

Os livros anteriores já continham cenas violentas, como alertei, principalmente descrevendo os ataques dos temidos Trollocs. Porém, agora, com diversos aliados do Dark One espalhados pelo mundo e infiltrados em Reinos, influenciando monarcas e soberanos a tomarem as decisões mais absurdas, a sombra alastra e vira uma ameaça real. Assim, as descrições de batalhas são realmente bem mais pesadas.

Quanto ao apelo sensual da série, não é nada voltado para o lado vulgar.  O autor tomou um cuidado especial em colocar a sensualidade para um propósito específico, ligado à estratégia de algum personagem ou mesmo cenas românticas.

Enfim, por ser uma série destinada ao público adulto, a estória será desenvolvida de um modo que agrade o leitor adulto. E The Shadow Rising é o ponto de partida da série para as questões que envolvem mais intrigas políticas, que estavam presentes nos livros anteriores, mas ganham mais atenção neste livro.  Há também rebeliões e motins, assassinatos. Sem falar na quebra de costumes e tradições que a volta do Dragão Renascido significa para o mundo.

Os costumes e tradições de outros povos é outro elemento interessante neste volume. Conhecemos um pouco mais sobre o povo Aiel, em cujas terras Rand descobre um fato importante sobre a sua origem. É lá também que Rand prova ser o lendário Car’a’carn ou He Who Comes with the Dawn (aquele que vem com o amanhecer), Chefe dos Chefes, na Língua Antiga.

Conhecemos as Wise Ones, mulheres Aiel com habilidade em cura e tratamento com ervas. Algumas podem canalizar o One Power, mas se recusam a ir para Tar Valon. É justamente com as Wise Ones que Egwene aprende mais sobre a Terra dos Sonhos ou Tel’aran’rhiod, na Língua Antiga.

O Povo do Mar (Sea Folk) é outra cultura apresentada no livro. Eles são descritos como habitantes do Oceano Aryth e do Mar das Tempestades e passam boa parte da vida em seus navios. Fisicamente, eles são descritos de forma que lembre os nossos Indianos e outros habitante do Oriente Médio. São também descritos como povos bem bonitos e sensuais. Elayne descobre que algumas mulheres conhecidas como Windfinders, na verdade podem canalizar o One Power. Elas também se recusam a aprender mais sobre o Poder em Tar Valon. Para os Sea Folk, Rand também representa uma figura lendária, o Coramoor.

O livro é super recomendado. O autor conseguiu manter o bom nível dos anteriores. Na verdade, The Shadow Rising é bem superior, com uma leitura bem mais envolvente, embora comece um pouco lenta. A escrita é bem simples, mas a trama começa a ficar um pouquinho mais complexa. Nada incompreensível para nós, pobre mortais, mesmo porque a narração através do ponto de vistas das personagens, facilita bem a compreensão.

Aliás esse é um ponto forte na estória, você consegue se colocar no lugar dos personagens, consegue sentir os sentimentos, medos e angústia deles e todo o perigo que os cerca. Essa série é incrível, gente. Vocês têm que ler. Lembram da ideia dos nossos amigos portugueses sobre a petição pública, né? Então mãos a obra, galera.

Espero que vocês tenham gostado do post. Estou fazendo todas as resenhas com informações bem essenciais, evitando os spoilers.

Fiquem a vontade para sanar dúvidas, enviar sugestão ou fazer correções relativas á serie The Wheel of Time fique a vontade para colocar nos comentários abaixo. Somente peço para que não soltem spoiler nos comentários.😉

Observação: Os livros e a franquia da série The Wheel of Time pertencem a © Robert Jordan.

As expressões The Wheel of Time™ and The Dragon Reborn™, e o símbolo com a cobra e a roda são marca registrada de Robert Jordan.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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2 respostas para Resenha: The Shadow Rising, de Robert Jordan

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