Resenha: The Wise Man’s Fear, de Patrick Rothfuss

The Wise Man's Fear capa americanaTítulo: The Wise Man’s Fear

Autor: Patrick Rothfuss

Publicação: 1º março de 2011

Número de páginas: 994 páginas

Editora: Daw Books

ISBN: 9780756404734

“Lembre-se de que há três coisas que todo sábio teme: o mar na tormenta, uma noite sem luar e a ira de um homem gentil.”

The Wise Man’s Fear (O Temor do Sábio aqui no Brasil/O Medo do Homeme Sábio, em Portugal) é o segundo volume da trilogia The Kingkiller Chronicler (A Crônicado Matador do Rei/A Crónica do Regicida) e segue os eventos do livro anterior, o aclamadíssimo O Nome do Vento. O livro foi lançado no Brasil pela editora Arqueiro, no final de novembro de 2011. Em Portugal, a publicação foi dividida em dois volumes.

É inquestionável o talento de Patrick Rothfuss como escritor. Não é exagero seu nome fazer parte das inúmeras listas de melhores autores ou seus livros das inúmeras listas de melhores livros de fantasia elaboradas por especialistas ou grupo de leitores. Patrick tem uma escrita incrível, sem sombra de dúvidas e fica claro pela forma como ele conduz a trama o quanto ele respeita o leitor. The Wise Man’s Fear é incrível, tem passagens e trechos cheios de emoção, ação e mistério. A leitura na maior parte do livro te prende e envolve na trama de forma a vocês não querer largar o livro. A trama é mais rica e detalhista do que no primeiro livro. Porém, algumas partes ficaram um pouco entediantes.

Já o começo do livro é espetacular, mas a ladainha de Kvothe e seus problemas financeiros, suas intrigas infantis com Ambrose e o cenário da Universidade não variam muito do que já lemos no primeiro livro. Isso deixa a trama nos primeiros 20 capítulos mais lenta.

O Temor do Sábio

Capa da edição brasileira

Chegando no capítulo 20 a leitura volta a ser bastante agradável e flui bastante e a trama começa a se desenvolver de verdade. Parece estranho dizer que são necessários 20 capítulos para um livro começar a agradar, porém The Wise Man’s Fear tem nada mais, nada menos que um prólogo, 152 capítulos e um epílogo, em quase 1000 páginas. Os capítulos em si não são grandes, os maiores devem ter 14 ou 15 páginas no máximo e isso ajuda a leitura fluir ainda mais rápido, mesmo com todos os detalhes que Patrick descreve na trama.

Sobre a trama em si, que obviamente não vou revelar aqui, gostei bastante, foi uma ótima maneira de Patrick jogar para nós leitores mais lendas e mostrar que ainda temos muito mais a esperar no terceiro volume. Sem dúvida o que mais atrai é Kvothe e suas habilidades de arcanista. Elodin e Denna são outros personagens que mereceram um bom destaque. Elodin com todas as suas esquisitices parece saber bem mais do que ele deixa transparecer. Já sobre Denna,  Patrick revela de forma sutil alguns detalhes da vida da moça.

Outra personagem que mereceu destaque é Felurian (Feluriana na edição brasileira do livro), que é uma entidade mágica, considerada uma lenda. Ela lembra muito uma mistura do mito da sereia e da Iara do nosso folclore, pois usa a sensualidade para atrair os homens.

O Medo do Homem Sábi

Capas das edições portuguesas

Mereceram destaque ainda o povo de Adem, lugar onde Kvothe passa um tempo treinando uma nova arte de lutar e uma filosofia de vida conhecida como Lethani (não sei como foi traduzido para o português). Sem dúvida é uma das melhores partes do livro. Os Ademre têm uma forma peculiar de demonstrar as emoções, baseada em uma linguagem em gestos e não expressões faciais.

The Wise Man’s Fear com todas as suas falhas, é um livro que merece cinco estrelas e está na minha lista de favoritos. Foi um dos melhores livros que li neste ano e recomendo a leitura. Vale muito a pena. O livro é incrível, apesar das minhas críticas iniciais. Eu amei ler e acho que quem adorou O Nome do Vento, com certeza vai amar ler O Temor do Sábio.

Desculpe-me a resenha mais contida, pois realmente quero evitar qualquer spoiler. Tem tanta coisa interessante que se eu continuar escrevendo, com certeza, vou estragar a surpresa de muita gente. Quanto à frase colocada no início dessa resenha, ela foi retirada da versão em português do livro e não é spoiler, pois não revela o verdadeiro temor do homem sábio. Então…

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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10 respostas para Resenha: The Wise Man’s Fear, de Patrick Rothfuss

  1. Matheus Henrique disse:

    Já li O Temor do Sábio e digo que o livro é maravilhoso. Está sem dúvida no meu Top 3 desse ano!!!

    • Cassy disse:

      Matheus, como eu disse na resenha, quanto a O Temor do Sábio ser maravilhoso não há a menor dúvida, graças a ótima escrita do Patrick, claro. Tanto que dei cinco estrelas para o livro, que com certeza é um dos meus favoritos tb.

  2. Como eu tinha comentado com você antes, o começo do livro é meio parado. Toda essa coisa de Universidade meio que já tinha dado no saco. Só depois, quando ele parte para Vintas é que a coisa começa a andar.

    [Spoiler pra quem não leu]
    Verdade seja dita, a viagem de ida dele com o grupo lá foi a parte que eu mais me arrastei para ler. Depois, quando ele encontra os “assaltantes” lá é que a coisa desanda a andar de verdade. Toda a parte do Ademre e da Lethani (o nome foi mantido na edição Brasilenha) eu li voando, literalmente devorando capítulos. Achei muito foda a reação dele quando encontrou os aquela “trupe de Ruh” também. Eu saquei quando ele se encontrou com o “Cafetão” da Denna. Mais alguém que leu o livro ficou com a impressão que a moça que o Maer tava xavecando é a tia do Kvothe?

    Voltando tudo, na parte da universidade, eu gostei bastante do capítulo em que ele estava drogado com a ameixa branca e o Sim ajudou ele. Gostei também das partes da Auri, que foram bastante tocantes.
    [\Spoiler]

    Sério, o livro é bom. De verdade! Apesar de ter muita, muita enrolação e um começo e partes do meio bastante parados, a história em si, o mundo, os personagens… tudo é fantasticamente bem construído! Dá um gosto enorme de ler!

    Importante ressaltar que, entre todas as capas de todos os países, a edição Brasileira é a que tem as capas mais bonitas.

    • Cassy disse:

      Heitor, eu tb fiquei com a impressão de que a esposa do Maer é a tia do Kvothe, ainda mais com a reação dela quando o Kvothe assume ser um Ruh. Queria que ele pudesse ter contado a história, mas deve ser algo deixado para o próximo livro.

      Também acho as capas brasileiras (que são da edição francesa) muito bonitas. São do mesmo ilustrador dos livros das Crõnicas de Gelo e Fogo, se não me engano.

      • É muita, muita coisa que a gente pega e que fica “subentendido”. Dá até medo de ele não conseguir terminar a série no 3° livro. Talvez ele faça um 4° começando no “presente”, o Kote da pousada, indo em frente pra consertar todas as cagadas dele. Ai, ia ser tão foda, que eu ia bater palmas de pé do Rothfuss.

        Os Amyr são verdade! Se bem que se o Chandriano é, eles também tem que ser. Dá hora é que, a viagem de barco fodona dele, que todo mundo comentava, ele resumiu em… o quê? 2 parágrafos? Bwahuahuah! Mó sacanagem…

        É tanta coisa pra comentar… e o livro é tão grande… Eu vou ter que reler denovo pra não deixar escapar nada! hauhauahau!

        Verdade. Eu fui dar uma olhada e as capas são as mesmas, bem como o cara que as fez. As letras da Francesa são ainda mais legais. Tem as capas da edição Alemã também, que são bem maneiras.

      • Cassy disse:

        Eu não sei porque mas tenho a impressão que o terceiro livro vai tratar do Kote no presente. Talvez ele ainda esteja caçando os Chandrianos e os Amyr. Eu esqueci de colocar na resenha (ou coloquei e não me lembro rsrsrs) mas o Bast é outro personagem que me intriga, principalmente depois do que aconteceu no finalzinho do livro.

        Nossa, eu achando que seria uns dez capítulos dessa viagem rsrsrsrsrs

        E sim, as capas alemãs são lindas. Agora, a capa italiana, meu amigo. Cruzes. Se vc conseguir ver, me explica quem é a figura, por favor.

      • Eu achei um site com várias capas diferentes. A da Sérvia e da Finlandia são muito fodas também. A da Holanda parece bonita, mas sei lá… A da Polõnia é meio esquisitona. A do Japão meio mais ou menos. Agora a da Italia é feia que doi. Quase tão feia quanto a rosa e amarelo do Reino Unido. Hhauahuaha!

        Eu não gosto do Bast. Acho ele muito “Best-a”.

  3. Ois, bem já li à imenso tempo (ainda este ano penso :D) e tal como vocês adorei, o enredo principal pode não avançar muito (saber dos Chandrianos que mataram, os pais de Kvothe e são temíveis) mas não deixa de existir sempre aventuras interessantes e personagens interessantes. Gostei muito do já referido povo do personagem Tapy, adorei a introdução dos Amyr (será que ainda existem ? ), a Auri sempre misteriosa e até gostei da Denna que afinal também não tem uma vida nada fácil. Quanto ao que se passa no mundo atual, nem sei bem o que dizer mas nem sem bem o que anda ali a fazer Bast, é um mistério sem duvida😉

    Venham mas é mais livros😀

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