Resenha: Towers of Midnight, de Robert Jordan & Brandon Sanderson

Towers of Midnight capaTítulo: Towers of Midnight

Autores: Robert Jordan & Brandon Sanderson

Publicação: 02 de novembro de 2010

Número de páginas: 843 páginas

Editora: Tor Books

ISBN: 9780765325945

(…)

In that day, when the One-Eyed Fool travels the halls of mourning, and the First Among Vermin lifts his hand to bring freedom to Him who wheel Destroy, the last days of the Fallen Blacksmith’s pride shall come. Yea, and the Broken Wolf, the one whom Death has known, shall fall and be cnsumed by the Midnight Towers. And his destruction shall bring fear and sorrow ti the hearts of men, and shall shake their very will itself

(…) – The Profecies of the Shadow (trecho retirado da página 843 de Towers of Midnight).

Towers of Midnight é o décimo-terceiro e penúltimo livro da série The Wheel of Time (A Roda do Tempo). O livro mostra a preparação de Randland para a iminente Última Batalha. Finalmente, temos a oportunidade de ver a força dos exércitos de Randland, graças ao esforço de Rand e seu plano de reunir em um único local as principais nações e seus exércitos. Um plano bem ousado, tendo em vista o que acontece no epílogo do livro.

A narrativa do livro é cheia de ótimas cenas de aventura e ação e batalhas. Tanto no mundo real como no mundo dos sonhos, conhecido como Tel’aran’rhiod. São cenas riquíssimas e cheias de emoção e tensão. O que me deixo um pouco sem paciência foi o ponto de vista de uma determinada personagem principal, onde ouve uma desnecessária explicação de como Tel’aran’rhiod funciona. Tudo bem que para essa personagem o mundo dos sonhos tem outro nome, mas foi um teste de paciência para mim ler tais trechos, embora a explicação tenha um fundamento para o resultado alcançado pela pessoa em questão.

O desenvolvimento da trama é bem peculiar. Há pontos de vista que são narrados no tempo normal da série, seguindo as ações de Rand e algumas de Egwene, porém outras personagens tem seus pontos de vista narrados em um tempo anterior, fazendo com que parte da trama aconteça ao mesmo tempo que os eventos de The Gathering Storm. Parece confuso, mas não é. Dá para ter um leitura tranquila e fica claro o que é contado em tempo real e o que não é. Foi uma forma de mostrar como aconteceram determinados fatos que nos foram revelados, sem muitos detalhes ou qualquer explicação, no livro anterior.  Acho que deu para entender, né? rsrs

O que eu achei mais interessante foi a mudança em Rand. O mundo está se afundando no caos e invasões ameaçam muitas cidades importantes, mas Rand passa uma esperança renovada de tal forma que tudo perto dele parece mais iluminado e puro. Rand aparece, pela primeira vez na série, realmente como o Salvador do mundo. E mesmo sendo algo mostrado somente neste penúltimo livro da série, a mim pareceu o momento adequado, o momento em que tudo parece nebuloso e sem esperança e o Salvador é alguém iluminado e que demonstra um poder incrível. Em princípio, o lado mais zen de Rand assusta, pois parece que a qualquer momento aquelas explosões de fúria voltarão a acontecer. Claro, as tristezas, frustrações, raiva e ódio estão presentes no interior do Dragão Renascido, como estariam em qualquer um em seu lugar, mas ele se controla e usa os sentimentos negativos a seu favor.  São momentos muito bem bonitos até, sem aquele cliché exagerado e sem parecer entediante ou ridículo. Eu gostei bastante desse Dragão Renascido paz e amor, principalmente por ele não perder a sua humanidade e não parecer um ser surreal, embora seja tratado assim por muitas personagens da série. Em especial, por ele mesmo se vê, finalmente, como um ser humano, embora nunca mais o simples pastor de Two Rivers e tomar consciência do seu papel nessa batalha final.

Bons momentos, aliás, é o que não falta ao livro. Muitas subtramas são fechadas e aquele gosto amargo de fim é ainda mais forte neste livro, óbvio. Porém, quando eu esperava uma certa conclusão de eventos para o próximo livro, Towers of Midnight termina com uma sucessão de eventos de tirar o fôlego e que me deixou com mais vontade de começar logo A Memory of Light. E é isso que vou fazer agora, amigos. Então…

.:.Abraços e até a próxima.:.

Observação: Os livros e a franquia da série The Wheel of Time pertencem a © Robert Jordan.

As expressões The Wheel of Time™ and The Dragon Reborn™, e o símbolo com a cobra e a roda são marca registrada de Robert Jordan.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
Esse post foi publicado em Fantasia e Ficção Científica, Resenhas, Romance e marcado , , , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

10 respostas para Resenha: Towers of Midnight, de Robert Jordan & Brandon Sanderson

  1. Ois Cassiana,

    Arrisquei ler o comentário, pois sei que por norma tens cuidado em não revelar grandes spoilers, mas ao ler o comentário fiquei com tantas saudades de ler mais sobre esta saga, mesmo que apanhe livro menos bons depois do 4 volume, mas dá para ver que a ponta final da saga está a ser muito boa.

    Fico a torcer que seja um final épico, que encha as medidas aos seguidores desta saga e pelo que percebo tem tudo para isso acontecer 🙂

    Bjs

  2. Terminei há algum tempo o Towers of Midnight e o A Memory of Light posso dizer que o Sanderson – que pra mim é o melhor autor de fantasia da ‘nova geração’ – fez um ótimo trabalho terminando “Wheel of Time”.
    Nesse livro, além do Rand finalmente se tornando aquilo que o Criador quis que ele fosse, duas coisas chamam atenção:
    Perrin começando a mostrar quem manda de verdade em Tel’aran’rhiod e;

    SPOILER ABAIXO

    Mat, sempre ele, mostrando que – apesar de não ser um herói – sabe como fazer coisas heroicas.
    “I’ll pay it,” Mat announced. “Half the light of the world.” To save the world.”

    Um dos momentos pelos quais eu mais esperei, a ultima das ‘profecias’ dos Aelfinn se cumprindo.

    FIM DO SPOILER

    Em suma, “Towers of Midnight” é um bom livro, não tão bom quanto “The Gathering Storm”, mas um ótimo livro mesmo assim.

    • Cassy disse:

      Tenho que concordar que ToM não é tão bom quanto TGS, é mais uma ponte entre o 12º e o 14º. O Perrin em TAR foi um dos momentos que mais me aborreceram, não pelo que ele fez, que realmente foi incrível, mas como eu disse, pela repetição de algumas explicações que já tínhamos visto/lido com Egwene e comapnhia. Mesmo assim foram excelentes momentos 😀

      É difícil não adorar os momentos nos quais os ta’veren aparecem rsrs E os do Mat são sempre memoráveis, humor e aventura na medida certa.

      • Concordo que, alguns momentos foram repetitivos, mas é preciso lembrar que especificamente para o Perrin tudo que foi explicado sobre TAR era novidade. Alguns momentos eu até que achei interessantes, especialmente a ótica distinta que o Hopper tem sobre o lugar e, o método brutal utilizado para ensinar o Perrin.

      • Cassy disse:

        Ah, sim, isso é vdd. Realmente muita coisa era nova para o Perrin. Eu considerei isso tb rsrs Mas foram ótimas passagens, sem dúvida, principalmente quando ele encontra a Egwene.

  3. shaftiel disse:

    Eu até comecei a ler a série. Pareceu boa, mas o autor enrolou tanto no primeiro livro que me desanimou.

    • Cassy disse:

      Dê continuidade, é muito boa, tem seus altos e baixos como qualquer série com um número grande de livros. O Robert Jordan é bem descritivo mesmo, mas vale a pena. É uma série muito bonita, apesar de usar a velha máxima bem x mal, valoriza o ser humano, o comportamento humano, na verdade, de um forma incrível. Às vezes repetitivo como são os comportamentos humanos, mas muito real, principalmente o papel das mulheres.

  4. Ainda aguardando a boa vontade da Intrínseca. Cassy, tem já alguma notícia de quando vao lançar? Apesar que pra mim tinha que ser o terceiro.
    PS: Tive que fazer um esforço sobre-humano pra não ler a parte de Spoilers do comentário do Eduardo. Huahuahauah.

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