Resenha: Theft of Swords, de Michael J. Sullivan

Theft of Swords capaTítulo: Theft of Swords

Autor: Michael J. Sullivan

Publicação: 23 de novembro de 2011

Número de páginas: 539 páginas

Editora: Orbit

ISBN: 9780748131358

Recentemente lançado no Brasil sob o título de Roubo de Espadas, Theft of Swords é o primeiro volume da série Riyria Revelations (Revelações de Riyria), de autoria do escritor americano Michael J. Sullivan. A série foi originalmente lançada em seis livros, mas após a aquisição dos direitos de publicação pela editora Orbit, a saga foi relançada como uma trilogia, onde cada volume é a compilação de dois livros da série original. Theft of Swords engloba, portanto, os dois primeiros livros da série Riyria Revelations, The Crown Conspiracy e Avempartha.

Na primeira parte, The Crown Conspiracy, o autor apresenta os protagonistas Hadrian Blackwater e Royce Melborn, uma habilidosa dupla de ladrões que se vê envolvida em uma conspiração pelo trono de Melengar. Pouca coisa é dita sobre eles inicialmente, o autor se preocupou em mostrar a personalidade de ambos e seus dons na arte de roubar e lutar. Apesar de pouco ser revelado do passado de Hadrian e Royce, pelo texto percebe-se que a dupla é mais do que aparenta. Hadrian e Royce fazem parte de um grupo chamado Riyria. Pouco sobre a formação do grupo é contado e somente alguns membros apresentados, mas o suficiente para render ótimos momentos de leitura.

Quanto à escrita, Michael é bem direto, não há grandes descrições demoradas de cenários, porém a narrativa é bem envolvente e os diálogos bem desenvolvidos, deixando algumas mensagens implícitas, facilmente percebidas pelo leitor. Hadrian e Royce são maravilhosos, super espirituosos, sarcásticos e irônicos. A narrativa é carregada de humor, mas sem perder a seriedade da trama principal e de uma forma bem inteligente.

E apesar de muito bem escrita, o primeiro livro não trás muita novidade em sua trama, as atuações de Royce e Hadrian acabam sendo o grande chamariz da trama. Toda a conspiração é bem feita e o autor até nos confunde (propositalmente) um pouco em alguns momentos da estória, porém, não é muito diferente do que muitos de nós tenhamos lido em outras obras do gênero, onde as personagens usam a política, a influência e a religião para obter poder.

Os elementos mágicos também estão presentes, mas sem muito aprofundamento, e seres fantásticos também aparecem ou são citados pelas personagens, em especial os anões e os elfos, que ganharam uma abordagem bem fora da tradicional. O primeiro livro termina com cenas bem tensas, que conferem um ótimo desfecho para trama, embora previsível.

Na segunda parte, Avempartha, os protagonista Hadrian e Royce são contratados para entrar em uma torre e ajudar uma vila a derrotar um monstro. Duas personagens da parte anterior voltam à trama. Arista torna-se embaixadora de Melengar e ao cumprir a sua função acaba se vendo dentro do esquema da Igreja para encontrar o Herdeiro de Novron.

Gostei bem mais dessa segunda parte. Ela manteve o bom ritmo narrativo da primeira, porém trouxe mais fatos sobre a história de Elan, o mundo onde a história se passa, principalmente ligados ao Elfos. Um pouco da estrutura da Igreja também é mostrada, bem como o esquema do Arcebispo para encontrar o lendário Herdeiro de Novron. Algumas pistas sobre quem pode ser o herdeiro são deixadas pelo autor.

O escritor manteve aquele jogo de ambiguidade de caráter de algumas personagens, o que gera um pouco de confusão quanto a verdadeira intenção de algumas delas, mesmo depois de concluída alguma passagem que mostra um resultado nas suas ações. É muito bem feito pelo autor, mas espero que ao fique cansativo ou repetitivo nos próximos livros da série.

O autor começa a revelar também algumas preciosas informações sobre Hadrian e Royce. Não é de se estranhar que os dois teriam um papel importante na trama da série em si além do excelente talento para roubar. O que será somente os próximos volumes da série dirá, mas dá para desconfiar o que possa ser e estou bem curiosa para saber o que será mostrado sobre eles daqui para frente.

No geral, Theft of Swords é um livro ótimo. A leitura é super agradável. Tem uma estrutura religiosa diferente e em alguns aspectos semelhantes às encontradas no nosso mundo, tanto em aspectos culturais quanto mitológicos e em alguns pontos lembra muito a Igreja Católica. A questão política também é muito interessante, pois há várias ideologias políticas, cada uma defendendo um certo tipo de estrutura para os reinos e que o autor acabou não explorando do modo que eu esperava.

Recomendadíssimo.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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7 respostas para Resenha: Theft of Swords, de Michael J. Sullivan

  1. Parece ser o estilo de livro que eu gosto, com fantasia e personagens bem desenvolvidos. Gosto quando o autor se aprofunda em diálogos. Uma vez li um livro que se chamava Eu Conheço a Verdade, nem era de fantasia, mas o autor fazia as vezes mais de 15 páginas só de diálogos e isso eu acho o máximo.
    Tomara que consiga logo esse Roubo de Espadas, parece ser uma estória bem interessante e sem mimimi.

  2. Faz um tempo que eu estou ensaiando para comprar esse livro. Com tantos outros na frente, acabei deixando para depois.

    Boa recomendação. Eu vou ler

  3. PEDRO RICCI disse:

    Mas e quanto à continuação da estória?
    Já existe a tradução dos volumes Rise Of Empire e Heir Of Novron?

    • Cassy disse:

      Olá, Pedro, pois é, a editora vai sim continuar publicando a série. Em breve posto novidades. Aguarde a resenha dos demais livros, eu tenho justamente esses citados por vc e estou ansiosa para continuar a leitura dessa saga.

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