Resenha: Assassin’s Apprentice, de Robin Hobb

Assassin's Apprentice capaTítulo: Assassin’s Apprentice

Autora: Robin Hobb

Publicação: 1 de abril de 1995

Número de páginas: 435 páginas

Editora: Bantam Spectra

ISBN: 97870553573398

Primeiro livro da trilogia The Farseer, Assassin’s Apprentice tem previsão de lançamento no Brasil no mês de julho sob o título O Aprendiz de Assassino. O livro encontra-se em pré-venda para quem não está disposto a esperar o lançamento e pode ser adquirido clicando aqui. A série se chamará A Saga do Assassino e ao que tudo indica terá cinco livro ao invés de três, pois a editora planeja publicar os dois últimos livros em dois volumes cada um.

Antes de começar, devo dizer que a versão portuguesa, na minha opinião, acertou e muito na tradução de nomes próprios, o que quer dizer, os nomes das personagens foram traduzidos. Pela sinopse da edição brasileira, parece que a editora Leya resolveu acertadamente seguir o mesmo passo. Isso porque na trama os nomes das personagens têm uma importância muito grande e condiz com a atitude da pessoa que detém o nome. São nomes baseados em virtudes e, de uma certa maneira, acabam servindo como uma exemplo de modelo a ser seguido pela personagem. Porém, como não li o livro em português e não sei todos os nomes e expressões que foram traduzidos na edição portuguesa, manterei os nomes em inglês mesmo e não vou fazer uma tradução livre.

A trama gira em torno do jovem Fitz, filho bastardo do príncipe Chivalry, o herdeiro da coroa de Six Duchies. A chegada de Fitz causa furor no reino e coloca em dúvida a até então inabalada reputação de Chivalry, que como príncipe herdeiro sempre foi adorado pelos seus súditos. Através de Fitz vamos conhecendo um pouco mais sobre a família Farseer e sobre Six Duchies e conhecemos personagens que não fazem parte da nobreza, mas desempenham um papel muito importante na vida de Fitz.

Com o passar do tempo, Fitz se vê envolvido em uma rede de intrigas da própria família Farseer e também conhece os horrores causados pelos inimigos, conhecidos como Red-Shop Raiders, que são habitantes de outras terras e têm acesso aos Six Duchies através do mar. Ele se torna o aprendiz do misterioso Chade e mais tarde do impetuosos e cruel Galen e se torna uma valiosa arma nas mãos do rei Shrewd.

A narração do texto é feita pelo próprio Fitz e para quem gosta de narrações em primeira pessoa vai adorar bastante o estilo da Robin Hobb, que tem uma escrita leve, porém com boa dose de momentos tensos. A linguagem é um dos pontos que mais me agradam no livro, pois a autora consegue passar todos os sentimentos das personagens, mesmo os piores momentos, sem precisar apelar para uma linguagem grosseira.

Apesar de não inovar muito e usar a tão conhecida construção de mundo priorizada em algo parecido com a nossa Idade Média, Robin coloca um sistema de poderes, se não inovador,  bem curioso, baseado na habilidade mental, chamado Skill. Existe também o Wit, talento mental baseado no vínculo com animais.

A autora também se preocupou em mostrar um pouco sobre a história do ducado e outras curiosidades sobre a cultura local e sobre algumas personagens. São textos que aparecem no começo de cada capítulo e, embora tenham uma certa relação com o capítulo ao qual precedem, alguns desses textos são, ao meu ver, autônomos.

Na questão mística, para aqueles que gostam de mais fantasia e menos intriga política, temos a lenda dos Elderlings, seres alados, cujo corpo é coberto de escamas e que aparecem em diversas gravuras. Não há muita informação sobre esses séries, mas sabe-se que há uma ligação entre um desses Elderlings e a família Farseer.

Há também o misterioso Fool, o bobo da corte do rei Shrewd. Aparentemente inofensivo, Fool ser muito mais do que uma fonte de entretenimento. E embora pareça humano, em diversos momentos, Fitz nota que ele pode ser algo a mais.

Por fim, lembro outra vez que O Aprendiz de Assassino está previsto para o mês de julho deste ano e é uma excelente leitura, mais leve do que a atual série de fantasia da editora Leya, mas não menos cheia de bons momentos e grandes intrigas políticas e plots interessantes. Acredito será do agrado de todos e espero que vocês gostem tanto quanto eu gostei.

.:.Abraços e até próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
Esse post foi publicado em Fantasia e Ficção Científica, Resenhas, Romance e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

15 respostas para Resenha: Assassin’s Apprentice, de Robin Hobb

  1. Adquirir clicando aqui onde muié? Cadê o link? ahuuaha

  2. Bom, eu nada sei sobre essa série, mas pelo tanto que você fala fiquei curioso. Saindo, eu vou dar uma olhada e se curtir e o preço for aceitável, por que não?

    Mas essa editorazinha ai… sei não… ahuhauahaa

  3. Eduarda disse:

    Nossa! Cinco livros! Eu preferiria só a trilogia (como no original). Vale mais a pena ter um livro maior do que ter que comprar dois. Sem falar no tempo de espera de lançamento.

  4. Ois Cassi,

    Esta escritora é sem a menor sombra de duvidas uma das minhas preferidas, quanto a mim consegue superar George Martin em certos aspetos, como por exemplo o vinculo de um humano com um animal e é a prova que não é necessário criar um universo demasiado grande para se escrever uma boa história.

    Não sei se é o primeiro livro que lês da escritora se andas a reler, seja como for vai melhorar bastante e existe uma outra saga (por cá com o nome O Regresso do Assassino e igualmente 5 volumes rsrsrsr) que está ainda melhor que esta que deduzo, agora inicias.

    Adoro imensas personagens mas o Bobo é o melhor e vai desempenhar vários papeis, sem ele penso que isto não funcionava🙂

    Quanto à divisão dos livros, sinceramente não entendo a politica, em nada promove a leitura e tanto se critica que as pessoas lêm, pouco…ainda por cima faz com que depois as sagas acabem por nem todas serem publicadas até final, mas enfim.

    Bjs

    • Cassy disse:

      Fiacha, a trilogia Farseer foi o primeiro e único trabalho que li da Robin. Eu quero ler a trilogia seguinte, The Tawny Man, acho que é essa saga O Regresso do Assassino que vc citou, e para isso já pretendia reler a primeira trilogia do Fitz. Não era para ser agora, mas com o lançamento da série por cá, acabei relendo O Aprendiz de Assassino. E gostei muito de rever/reler muitos fatos, já havia esquecido tanta coisa.

    • Rapaz, tenho pra mim que superar o Martin nem é tão difícil assim…

      Pelo menos ele serviu pra abrir os olhos das editoras para o gênero de Literatura Fantástica

  5. Pedro disse:

    Aí Cassy já tem previsão de sair o segundo? O livro é muito bom !!!

    • Cassy disse:

      Sim, Pedro, o título será o mesmo da edição portuguesa “O Punhal do Soberano” e deve sair neste ano ainda😀 Lembro que a Leya deve repetir a forma de publicação, ou seja, dividir o segundo volume original em dois, portanto, O Punhal do Soberano será o primeiro volume da edição original em inglês que foi resenhar aqui completinho para vcs.

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  8. Acabei de ler nessa sexta-feira e me lembrei de vir aqui agora pra ver tua opinião, Cassy. hahaha

    Eu gostei desse livro, achei bem interessante essas questões de Manha e Talento e pretendo descobrir mais no segundo livro, até porque no primeiro só nos é passado isso bem por cima. Só não imagino o Fitz ainda como um assassino, ficou faltando alguma coisa no livro pra me convencer, mas acho que é só por ele ser o inicial mesmo que eu fiquei com essa impressão.

    Fiz resenha do livro também, caso queira passar lá pelo blog.😉

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