Resenha: The Shining, de Stephen King

the_shining reprintTítulo: The Shining

Autor: Stephen King

Publicação: 28 de janeiro 1977

Número de páginas: 683 páginas

Editora: Pocket Books Fiction

ISBN: 9780743424425

Hoje, o querido Stephen King completa mais um ano e para comemorar essa data especial apresento para vocês a minha resenha de O Iluminado, um dos maiores clássicos do gênero terror, cuja seqüência, Doctor Sleep, chega nas livrarias americanas e inglesas no dia 24 deste mês de setembro.

Faz um tempinho que li o livro e uma releitura seria o ideal. Não gosto de escrever artigos sobre livros lidos há muito tempo. Porém, O Iluminado é um livro a parte no mundo literário, mesmo para quem ache que  os livros do Stephen King não se enquadre no gênero literário. Não vou entrar nesse mérito. O fato é que ao pensar no livro, ainda me chegam todas as sensações e os sentimentos despertados pela leitura.

Como a maioria de vocês, meu contato com a estória foi através do filme O Iluminado, lançado em 1980, produzido e dirigido por Stanley Kubrick. A adaptação também é um clássico do terror e recomendo muito. Não vou entrar no mérito de qual é o melhor. Eu adoro tanto o filme quanto o livro. A leitura do livro faz-se necessária para conhecer o real universo da trama.

Em 1997, o livro ganhou uma nova adaptação, mais fiel ao livro, mas que não teve o mesmo sucesso entre os fãs. É uma minissérie em três capítulos, com Rebecca De Mornay (Winifred Torrance ) e Steven Weber (Jack Torrance). E sim, Winifred consta com um “n” só nos créditos, enquanto no site do autor, o nome aparece grafado com dois. Não é lá uma informação de extrema importância, mas houve fãs que repararam nisso.

A trama do livro gira em torno da família Torrance. Jack Torrance é contratado para ser o zelador do Hotel Overlook durante o fechamento do estabelecimento no inverno. O emprego e mudança de ares a oportunidade perfeita para Jack passar mais tempo com a família. Ele e sua esposa, Wendy, esperam que a mudança possa ajudar o filho do casal, Danny, que passa por algumas crises de saúde. Para Jack significa começar os seus dotes de escritor e se reabilitar depois de uma conturbada crise emocional. Porém a estadia no Hotel Overlook se transforma na pior experiência passada pela família.

O que eu gostei em O Iluminado foi como Stephen King aqui coloca o elemento sobrenatural em evidência e como agente causador das mazelas da família Torrance. O autor já fez isso em outros livros (talvez em muitos que ainda nem li), mas sempre com o sobrenatural meio como um elemento secundário. Em O Iluminado nota-se facilmente que a personagem de destaque, apesar de toda a experiência passada por Jack e por seu filho Danny, é o Hotel Overlook.

Enquanto em boa parte dos romances que li do autor, o paranormal era usado apenas como pano de fundo para mostrar o quanto na verdade as atitudes do ser humano são as mais cruéis e medonhas do mundo. Em O Iluminado, o paranormal é um força atuante no comportamento humano. Pelo menos, eu percebi dessa forma. Não sei se todos irão concordar.

O bacana é ver como Stephen King desenvolve a trama. Tantos os estranhos fenômenos que acontecem no Hotel, quanto o dom de Danny, são tratados de um maneira muito bem feita, sem exageros e melhor sem desrespeito à inteligência do leitor. Acreditem ou não nesse tipo de fenômeno, o leitor é mesmo transportado para o Hotel Overlook. Aliás, quanto a crenças nesse tipo de acontecimento, preciso dizer que Stephen King nenhum momento tenta convencer o leitor a acreditar neles ou a não acreditar. Ele apenas conta a estória. Fica esse registro para os demais livros do autor.

Alguns leitores reclamam do começo meio lento do livro. Eu sinceramente não acho.  De fato o autor parece querer nos mostrar bem como a família Torrance é, o que já passou, a situação na qual se encontram e mais algumas coisas, mas no desenrola do livro, você passa a entender melhor porque algumas cenas do começo foram necessárias. Stephen King foi muito detalhista ao retratar cada membro da família, mas não de maneira exagerada e isso deu mais autenticidade para a reação sofrida por cada uma dessas personagens durante a estada no hotel.

Por fim, para quem teme os finais dos livros do King, com certa razão, verdade seja dita, o de O Iluminado, na minha opinião, ficou muito bom e bem condizente com o que foi mostrado no livro. E lembro a vocês que o desfecho é muito diferente do final do filme. Se é melhor? Leiam e descubram. 

Livro recomendadíssimo.

Curiosidade: Stephen King escreveu o livro baseado em uma estranha experiência sofrida por ele em setembro de 1974. O autor e sua esposa se hospedaram no Hotel Stanley, que fica na região montanhosa do estado do Colorado, nos Estados Unidos e é uma das localidades mais assombradas do país. Eles eram os únicos hóspedes, pois o hotel fecharia para o inverno no dia seguinte, por isso o casal só passou uma noite no hotel. De acordo com King, enquanto vagava pelos corredores, ele pensou que o hotel era um excelente cenário para um história de fantasmas. Naquela noite, o autor diz sonhado com seu filho, na época com apenas três anos. No sonho, o menino corria pelos corredores ao mesmo tempo em que olhava para trás, por cima dos ombros, com os olhos arregalados e gritando. Ele estava sendo perseguido por uma mangueira de incêndio. Stephen King diz ter acordado com um tremendo puxão, completamente suado, quase caindo da cama. Após, Stephen King se levantou, acendei um cigarro, sentou-se em uma cadeira de frente para a janela com visão para as Montanhas Rochosas e quando ele terminou com o cigarro, ele tinha a estória do livro construída na sua mente.

Fonte: http://www.stephenking.com/library/novel/shining_the_inspiration.html.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
Esse post foi publicado em Resenhas, Romance, Stephen King, Suspense/Terror e marcado . Guardar link permanente.

4 respostas para Resenha: The Shining, de Stephen King

  1. Eu adoro esse livro. Arrisco dizer que é o meu favorito do King e já li e reli várias vezes (até escrevi um trabalho de faculdade sobre ele). Realmente, é uma exceção do autor. Conheço muita gente que não gosta de terror ou mesmo de livros do King, mas gosta bastante desse livro.

    Eu acho que o sobrenatural no livro funciona como um catalisador. A experiência do confinamento, a loucura crescente de Jack é acelerada pelas energias do hotel. Na minha interpretação, Jack já tinha aquele “potencial louco”, digamos assim, que só foi usado ao extremo pelas energias negativas atuando ali.

  2. Sim, sim um baita livro. Mas pra mim o mais legal foi imaginar aqueles arbustos.

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