Resenha: O Mágico de Oz, de L. Frank Baum

O Mágico de Oz capaTítulo: O Mágico de Oz

Título Original: The Wonderful Wizard of Oz

Autor: L. Frank Baum

Publicação: 1900, EUA; 2013, Brasil

Número de páginas: 129 páginas

Editora: Zahar

ISBN: 9788537810330

Considerado um dos maiores clássicos da literatura norte-americana, O Mágico de Oz conta a história de Dorothy, uma garota que vive com os tios no Kansas. Após a passagem de um ciclone na fazenda onde seus tios moram, Dorothy se vê em uma estranha terra, conhecida como Terra de Oz. A menina tenta a todo custo voltar para a casa e durante a sua jornada para se encontrar com o Grande Mágico Oz, Dorothy conhece outros que também possuem objetivos tão importantes para eles quanto voltar para lar é para ela e acabam virando o seus companheiros na viagem à lendária Cidade das Esmeraldas.

Apesar de ser um clássico infantil, o livro agrada muito aos adultos, pois L. Frank Baum tem um estilo de escrita mais para o juvenil e suas frases são bem escritas e estruturas. Dorothy, apesar de bem jovem, possui um certo grau de maturidade, facilmente percebido em sua maneira de observar os locais por onde passa e as pessoas com as quais ela interage ao longo da história.

O interessante no livro, além das descrições (bem rápidas, mas bem feitas) dos locais e personagens, é o empenho de Dorothy em voltar para casa. A menina tem um sentimento pelo local no qual vive que só vi em um livro voltado para adultos chamado Tigana do autor canadense Guy Gavriel Kay e do qual já falei aqui no blog. Claro, vi sentimento parecidos em outros livros, mas não me impressionaram tanto quanto à maneira como foi colocado pelos autores em O Mágico de Oz e em Tigana.

Dorothy passa um sentimento de verdadeiro amor pelo seu lar e o interessante vem do fato de no começo do livro, o local ser descrito por ela em um aspecto que beira a tristeza, algo em tons de cinza, sem alegria. Do mesmo modo ela descreve os seus tios. A única coisa que traz um pouco de alegria para a garota no Kansas é o seu cachorrinho Totó. Ao chegar em Oz, observa-se justamente o contrário em relação ao lar de Dorothy. Oz é uma terra mágica, ricamente colorida, passa a ideia de ser alegre, apesar das situações tristes e tensas narradas durante a história.

Para Dorohty, porém, voltar para o seu cinzento lar e seus nada alegres tios é o seu objetivo maior e ela enfrenta que a Terra de Oz tem de mais perigoso para atinge esse objetivo.

Ao longo da história, a menina ganha companheiros de viagem bem inusitados e que também querem chegar à Cidade das Esmeraldas para ter o seus desejos atendidos. O que se nota é que esses companheiros já possui muito dos atributos que tanto desejam e eles ainda não perceberam isso. Além disso, são muito leais à Dorothy. De fato, a história basicamente passa a ideia de que todos nós temos o que desejamos, basta-nos reconhecer isso. E é com Dorothy que essa lição é ainda mais enfática.

Eu recomendo muito O Mágico de Oz. É sem dúvida uma excelente leitura recheada de aventuras, um pouco de mistério e até importantes lições de vida.

Recomendo também o musical de 1939 com a linda Judy Garland no papel de Dorohty, onde dá para notar bem as diferenças no aspecto do Kansas e da Terra de Oz.

Realmente não existe lugar igual à casa da gente.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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2 respostas para Resenha: O Mágico de Oz, de L. Frank Baum

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