Resenha: Royal Assassin, de Robin Hobb

Royal Assassin capaTítulo: Royal Assassin

Autora: Robin Hobb

Publicação: abril de 1996

Número de páginas: 675 páginas

Editora: Spectra

ISBN: 978055373411

Royal Assassin é o segundo livro da trilogia The Farseer. O livro foi lançado pela editora Leya Brasil sob o título O Assassino do Rei. A tradução do título gerou uma série de comentários dos leitores, os quais sem querer chegaram perto, muito perto, de acertar o real sentido do título. 

O segundo continua a tratar da guerra entre os Seis Ducados e os Navios Vermelhos. Na minha opinião é o livro mais triste da série, não somente por causa dos eventos da guerra, mas também pelo que acontece ao próprio Fitz e quem o cerca. Isso unido ao fato da narração ainda ser em primeira pessoa, o que faz com o que sentimento passado pela narrativa seja absorvido de um modo mais intenso pelo leitor, e o fato da maravilhosa escrita da Robin Hobb.

Eu gostei de conhecer um pouco mais sobre a Kettricken. Já dava para perceber, em O Aprendiz de Assassino, que a personagem era forte, determinada e bastante astuta. Neste segundo volume, mais sobre a sua personalidade é mostrado, além de uma boa oportunidade da Robin de nos mostrar a diferença do papel da mulher entre os habitantes dos Seis Ducados e do povo da Kettricken.

A primeira vez que li Royal Assassin, lembro de ter me sentido extremamente deprimida. Como mencionei acima, é o livro mais triste da série, na minha opinião. Porém, notei uma certa evolução na personalidade do Fitz que gostei muito, apesar de todo o sofrimento experimentado por ele desde o primeiro livro da série. O Fitz se tornou o tipo de protagonista que eu gosto bastante, mais participativo, mais dono de si, mesmo com a sua função real. Eu passei a gostar mais do Fitz nesse segundo livro.

A história se desenvolve em uma atmosfera que deixa o leitor completamente intrigado e, por vezes, irritado com o que acontece. Há algumas informações importantes sobre o Skill/Talento e o Wit/Manha que leitor precisa mais atento na leitura, pois parece apenas repetição do que já foi dito antes. Aliás, a Robin dá bastante atenção a fatos já falados no livro anterior, mas sempre adicionando novas informações. Às vezes, isso fica um pouco cansativo, mas durante a leitura percebe-se que essa volta é necessária. Mesmo porque a história está sendo narrada pelo próprio Fitz e fica evidente que a autora quis dá uma ideia de realismo à história.

Como não podia deixar de ser nesse tipo de história, a trama é recheada de intriga e conspiração. O diferencial é que nada fica subentendido, a não ser quando a autora assim deseja e fica bem claro ao leitor quando isso acontece. Boa parte do que um certo personagem está maquinado fica evidente e a autora aproveita para mostrar ao leitor mais sobre um determinado assunto importante para a série. Por isso, eu gosto muito do estilo de escrita da Robin, pois ela consegue encaixar perfeitamente esquemas com esclarecimentos ao leitor de forma perfeita. O problema é que alguns acontecimentos ficaram previsíveis, mesmo a autora colocando alguns fatos surpreendentes.

Eu gostei do desfecho. Aliás, os momentos finais do livro são de uma tensão enorme e escritos de forma brilhante pela Robin. É um misto de sentimento. Eu senti raiva, pena e muita tristeza, e mesmo que se preveja o resultado, ainda assim, a autora conseguiu, com mais uma importante, informação, me surpreender.

Terminando este artigo, quem leu o livro vai perceber que deixei de mencionar fatos interessante. Um dos motivos é para evitar spoilers e o outro é porque será mais importante falar (se não for spoiler) disso na resenha do terceiro e último livro da série. Eu evitei também spoilers do primeiro livro.

Muito do que escrevi sobre a minha reação aos eventos do livro são os sentimentos que tive na primeira vez que o li. Para fazer esta resenha tive que reler e novamente experimentei os mesmos sentimentos, além de ter a oportunidade de pegar alguns detalhes que deixei passar na primeira leitura. A minha releitura é preparação para a leitura da trilogia The Tawny Man, que continua, de certa maneira, a história do Fitz.

Para terminar mesmo esta resenha: série recomendadíssima.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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