[Edição Brasileira]: Elantris

Olá, pessoal! Vou começar a matéria explicando o que vocês estão prestes a ler.

Há algum tempo, quando O Olho do Mundo, primeiro livro da série estava perto de seu lançamento, um visitante do blog me pediu para que eu fizesse uma matéria sobre o livro. Eu havia dito que a minha opinião sobre o livro já havia sido publicada aqui no blog, mas pelo que eu entendi, a pessoa queria minha opinião sobre a edição em si. Eu cheguei a pensar  que a curiosidade da pessoa seria em saber qual a minha impressão após ler em português uma história que eu já tinha lido inglês.

Confesso que achei a ideia curiosa, mas não me empolguei muito em fazer, eu não saberia exatamente sobre o que falar. Coincidentemente, recebi um pedido semelhante sobre A Grande Caçada

Eu (re)li O Olho do Mundo e há sim algo a dizer sobre a edição brasileira. Estou (re)lendo A Grande Caçada e também há algumas considerações que eu gostaria de compartilhar com vocês. No entanto, eu não vou falar dos livros de A Roda do Tempo ainda. As duas matérias iniciais serão sobre os dois livros do Brandon Sanderson publicados aqui no Brasil pela editora Leya Brasil.

Hoje falarei sobre Elantris, cuja resenha foi publicada aqui no blog e pode ser lida no link:  https://dragonmountbooks.wordpress.com/2012/12/20/resenha-elantris/. A próxima matéria será sobre Mistborn: O Império Final.

Espero que vocês gostem e deixem os seus comentários sobre o livro Elantris ou sobre a experiência de vocês em relação a alguma outra obra.

.:. .:. .:. .:.

Bem, quando soube que a editora Leya iria publicar a tal falada trilogia Mistborn, não pude deixar de compartilhar a notícia com outros fãsde fantasia e fiz um post aqui no bog. A notícia me deixou muito animada, mas a animação durou pouco com a demora no lançamento do primeiro livro.

Assim que a Leya anunciou que iria publicar Elantris, fiquei animada, mas ainda queria saber quando os leitores brasileiros teriam Mistborn (e Acacia, alguém lembram?). Ficou muito claro para mim que Elantris, além de representar uma alternativa para o hiato da série As Crônicas de Gelo e Fogo, era uma forma da editora saber se valeria a pena mesmo publicar Mistborn. E, pelo menos para mim, essa estratégia foi uma excelente lembrança de que as editoras brasileiras são não só meios de se espalhar cultura e entretenimento por esse país, seja qual tipo de livros publiquem, mas também uma empresa que visa lucro e, vivendo de lucro, dificilmente se arriscará a lançar no mercado uma obra que não seja garantia de um bom retorno financeiro para a editora.

Pois bem, eu não tinha intenção nenhuma em ler Elantris ainda, até que em um grupo literário que eu participava, alguém comentou sobre o livro e aproveitando a minha página na internet aberta e o preço bem baratinho da publicação em inglês , eu comprei. Li e gostei muito.

Quando a editora apresentou a capa do livro, achei muito bonita e tinha a ver com todo o clima da história. Ao fazer uma matéria sobre capas semelhantes, descobri que a arte usada pela Leya Brasil é na verdade a arte de capa de uma das edições alemãs do livro. Está certo que a editora brasileira deu um tratamento diferente à capa, realçando as cores das vestimentas do personagem em destaque na imagem e mostrando bem a ideia que se passa no livro, um lado o fervor, representado pela cor vermelha, e do outro a tristeza e melancolia do povo que vive em Elantris, representado pelos tons em cinza. E a própria Elantris.

A Leya Brasil deu grande destaque para o nome do livro, pois Elantris aparece de em fonte de tamanho grande e bem destacado em vermelho, enquanto o nome do autor é apenas uma linha discreta acima do título e não parece ter merecido a devida atenção. O logo da Leya Brasil está na parte de cima da imagem e também em tom vermelho, o que já é habitual.

Para não esquecer dos devidos créditos (novamente), a capa alemã é de autoria do ilustrador alemão Viktor Fetsch. Além de Elantris, ele também é responsável pela ilustração das edições alemãs de Warbreaker, The Emperor’s Soul e Throne of Glass, entre outros trabalhos. Quem estiver interessado em ver mais ilustrações do Viktor pode acessar o seu perfil no deviantart: http://fetsch.deviantart.com/.

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Arte de capa de Elantris por Viktor Fetsch

Edições brasileira e alemã de Elantris

Edições brasileira e alemã de Elantris

Quanto ao livro em si, não posso dizer muito, pois li a versão em ebook. Portanto, falarei somente do tamanho da fonte: no meu leitor de ebooks, a fonte estava no tamanho padrão, sem necessidade de ajustes e não tive nenhuma problema com a a leitura. Também não notei nenhum erro de português ou digitação.

E, finalmente, vou falar sobre a tradução. No geral, achei a tradução ótima. A tradução acabou sendo mais simples do que eu esperava. Eu estava meio receosa que se fizesse uma tradução formal demais, por ser um livro para adultos que trata principal de política e questões religiosas. Algumas frases ganharam uma tradução bem literal, mas tendo a ver com a igualdade entre os termos em inglês e português.

O que me fez ler a edição brasileira de Elantris, foi eu ter lido Mistborn 1. Ambos os livros tiveram a mesma tradutora, a Marcia Blasques, que entre outros livros, traduziu A Dança dos Dragões. Eu li muito comentários negativos sobre as qualidades de tradutora da Marcia e fiquei com muito receio de ler Mistborn 1, mas a minha curiosidade foi maior e gostei da tradução e acabei lendo Elantris por causa do bom trabalho em O Império Final.

Se a Marcia fez um péssimo trabalho em A Dança dos Dragões, felizmente não posso dizer, pois li o livro em inglês e não planejo ler em português. O que posso afirmar é que li uma tradução e não uma versão em português.

De fato, a Leya Brasil fez bem em apostar no Brandon Sanderson e publicar Elantris e abrir um bom mercado para a trilogia Mistborn, que pode ser também uma boa chance para a editora apostar em The Stormlight Archive. Eu espero que esteja certo. Assim que eu puder, comprarei minha edição física.

Espero que vocês tenham gostado do post.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
Esse post foi publicado em Curiosidades, Fantasia e Ficção Científica, Romance e marcado , , , , , . Guardar link permanente.

6 respostas para [Edição Brasileira]: Elantris

  1. Eu li o Mistborn em português e o Well of Ascension e Hero of Ages em inglês, fora ter mudado o nome de dois personagens, não achei que tenha ficado ruim, muito pelo contrário. Mas digo isso apenas por ter uma noção do que foi escrito por ter lido as sequencias em inglês.

    Esse trabalho de tradutor deve ser bem complicado, ainda mais em se tratando de obras do Brandon, que tem uma mania de juntar palavras pra formar uma outra. Desejo muito boa sorte pra quem for tentar traduzir Stormlight Archive.

    • Cassy disse:

      Tradução é complicada mesmo. Não sei o real motivo da reclamação da tradução da Marcia no livro do Martin, mas em Elantris ela foi impecável.

      • Eu tenho algumas criticas em relação à versão brasileira de “O império FInal”, há erros de revisão espalhados aos montes – ora o Atium é chamado de “décimo primeiro metal” e algumas paginas depois de “décimo metal” – alguns erros de português (“Ascenção”) e algumas escolhas de tradução que eu não gostei muito, por exemplo, as “Minas de Hathsin”, não faz sentido os personagens não saberem o que se faz em Hathsin quando o nome do lugar é “Minas de Hathsin”.

        A tradução de Elantris eu gostei bastante.

      • Cassy disse:

        A “ascenção” foi difícil de engolir, mas como um todo a tradução ficou muito boa.

        Não sei que praga a leya arruma com o processo de tradução de seus livros, mas acho que a revisão fica a cargo de outra pessoa. Na minha opinião, o próprio tradutor deveria cuidar de seu texto (se isso já não acontece).

  2. Ois Cassy,

    excelente noticia e bela mensagem gostei de ler, conheci recentemente o trabalho do escritor, por ter lido o Imperio Final e gostei muito, gostava que este livro tambem fosse publicado por cá mas vamos ver.

    Tenho em PDF mas não gosto muito de ler nesse formato😀

  3. Pingback: [Edição Brasileira]: Mistborn – O Império Final | Dragonmountbooks

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