Resenha: Interview with the Vampire, de Anne Rice

IwtVTítulo: Interview with the Vampire

Autora: Anne Rice

Publicação: originalmente, 1976

Número de páginas: 342 páginas

Editora: Ballentine Books

ISBN: 9780345337665

Interview with the Vampire é o primeiro livro dentre dez da série conhecida como As Crônicas Vampirescas. No Brasil, o livro e de toda a série foram publicados pela editora Rocco, sendo que Entrevista como o vampiro, título em português do primeiro volume da série, foi traduzido pela Clarice Lispector.

Como de praxe, as resenhas serão das edições em inglês, com o uso do duplo título inglês/português nos títulos das resenhas. Se eu não informar no título, com certeza colocarei na própria matéria.

Só por curiosidade, a Anne Rice não foi a primeira autora de ficção vampiresca que li. O meu primeiro contato com o mundo dos vampiros na literatura foi através da leitura de Drácula, cuja opinião postei há algum tempo, e se dizem que o Bram Stoker é o pai da literatura vampiresca, a Anne Rice, com toda certeza, é a mãe. O mundo explorado pela autora em suas obras é riquíssimo em conteúdo histórico, que faz uma junção perfeita com o mitologia do vampirismo.

Em Entrevista com o vampiro, começamos a conhecer o universo das Crônicas Vampirescas através da história do vampiro Louis de Point du Lac. Através da história de Louis temos uma ideia do contexto histórico de cada época retratada no livro. A trama acontece em cenários diferentes, que retratam exatamente o estado de espírito do vampiro na época em que resolveu viver nos locais mencionados por ele na entrevista.

O livro introduz o meu personagem preferido na série e o meu vampiro preferido dentro do gênero, Lestat de Lioncourt. Eu já gostava do Lestat desde do filme, que acabei assistindo antes de ler o livro. Falem o que quiserem, eu adorei a atuação do Tom Cruise e acho que ele faria um novamente um excelente trabalho, mesmo anos mais velho, se voltasse a encarnar o vampiro. Mas ao ler como o Louis de fato descreve o Lestat, não só na aparência como o seu comportamento e outros fatos, me deixaram com um sentimento meio ambíguo em relação ao vampiro e assim que li a seqüência, eu acabei voltando a gostar do personagem, dessa vez dentro do universo da série em si e não somente da figura do Lestat cinematográfico. De qualquer maneira, não há como negar que mesmo sendo retratado de uma maneira não muito positiva, ele é um personagem fascinante e eu fiquei com muita vontade de saber mais sobre a sua história.

Há também o vampiro Armand (muito diferente daquele do cinema, devo esclarecer), cuja história será contada em outro livro na série. E entre outros personagens, alguns com mais destaque e outros não, há a Claudia, que apesar de ter sido inspirada na falecida filha da Anne Rice, é uma personagem que eu não gosto muito, mas que acabou sendo uma grande personagem para o contexto da história, principalmente pelos sentimentos que o Louis mostra ter por ela.

Especificamente sobre os vampiros em si, temos uma ideia de como acontece a transformação, tanto na aparência com o na mudança do modo de vida. A Anne Rice conservou a ideia do vampiro como ser noturno, que precisa se alimentar de sangue, não muito diferente do que se vê. A questão é que a autora cria uma tensão sexual muito bem contextualizada entre o Lestat e Louis. Isso se repete nos demais livros. Quem conhece o estilo da Anne Rice sabe como a autora trabalha muito bem com a sensualidade e a sexualidade dos seus personagens sem precisar ser vulgar ou apelativa.

Para finalizar, sobre a narrativa e o estilo de escrita da autora, eu gostei bastante. Foram poucos os trechos que achei chatos. Na verdade, foi mais impaciência da minha parte do que culpa da Anne, por eu ter assistido o filme antes e querer ler logo aquela cena preferida e a autora ainda descrever certos detalhes importantes para dar o clima certo para a cena acontecer. A narrativa tem um tom bem sombrio, em estilo gótico, muito parecido com o clima criado no livro Drácula, apesar dos estilos narrativos dos dois livros serem completamente diferentes e a Anne não se preocupa em agradar somente um tipo de leitor, seja homem ou mulher, portanto, os amigos podem ler sem medo.

Recomendadíssimo.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
Esse post foi publicado em Fantasia e Ficção Científica, Ficção Histórica/Romance Histórico, Ficção Vampiresca, Resenhas, Romance e marcado , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para Resenha: Interview with the Vampire, de Anne Rice

  1. Thatá Rory disse:

    Oi!!!
    Ainda não li esse livro mas deve maravilhoso!
    Adorei sua resenha, vc escreve muito bem!
    Virei mais vezes!

    http://www.lendoebebendo.blogspot.com.br

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