Resenha: Before They Are Hanged, de Joe Abercrombie

Before they are hanged capaTítulo: Before they are hanged

Autor: Joe Abercrombie

Publicação: 01 de março de 2008

Número de páginas: 543 páginas

Editora: Pyr

ISBN: 9781591026419

Before they are hanged é o segundo livro da trilogia de estreia do autor britânico Joe Abercrombie e intitulada The First Law. No Brasil, a série é conhecida como A Primeira Lei e o segundo livro, recentemente publicado aqui, recebeu o título de Antes da Forca.

Continuando os eventos do primeiro livro, este segundo volume apresenta um maior aprofundamento no desenvolvimento dos personagens. Joe novamente apresenta a história concentrando a trama em três focos narrativos, que ajudam o leitor a ter uma ideia da situação política de cada local mostrado, bem como a interação entre os personagens.

Dentre os focos narrativos, a sequência que mais gostei foi aquela onde temos a história contada pelo ponto de vista de Sand dan Glokta. De fato, o Joe não desenvolve tanto o Glokta como ele faz com os demais personagens, mas a perspicácia do personagem aliada ao seu humor sarcástico rendem cenas maravilhosas e bem divertidas, embora também com um grau enorme de seriedade que a trama exige. Para mim, os trechos onde o Glokta aparece são os mais bem escritos pelo Joe.

Eu também gostei muito da sequência narrativa com o personagem Collum West. O West é um dos personagens cujo temperamento e caráter me intrigaram bastante no primeiro livro e acho que o Joe fez uma excelente trabalho desenvolvendo melhor o personagem neste segundo livro. Além disso, foi uma excelente maneira do autor mostrar mais do grupo de homens do norte. O que não me agradou muito nas cenas desta sequência foram alguns desfechos muito mirabolantes, bem a nível de filme de aventura e o Joe sendo um excelente escritor poderia, a meu ver, ter trabalhado melhor essas conclusões de cena.

O último foco narrativo, e o que reúne um maior número de personagens, é aquele liderado pelo Mago Bayas e do qual faziam parte a Ferro, o Logen e o Jezal, além de outros dois personagens, e assim como os outros focos narrativos também tem ótimas cenas, principalmente quando há uma tentativa de se tentar aproximar mais os integrantes.

Em suma, Before they are hanged cumpriu bem o seu papel de segundo livro de uma trilogia e foi um ótimo desenvolvimento da história, mostrando uma interação maior entre os personagens e servindo de ponte para o terceiro livro. Não gostei muito do desfecho do livro, não o fato em si, mas como ele foi escrito, mas até o momento estou gostando bastante da trilogia e espero que o terceiro livro seja a conclusão que a história merece.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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8 respostas para Resenha: Before They Are Hanged, de Joe Abercrombie

  1. Realmente, aquele humor do Sand dan Glokta pra mim foi muito legal.

  2. Sem duvida que a trilogia terá um bom encerramento, vais gostar😉

  3. Eu gostei do livro. O Glokta é muito foda. Mas gostei demais da maneira como o Logen ia aproximando o grupo. Foi fantástico a jogada dele! hauahuah
    Bárbaros e sua sabedoria alta desde a 3° Edição de D&D! hauahua

  4. Fábio disse:

    Bem, eu costume corroborar tudo o que vc escreve Cassy, mas, quanto aos livros de Abercrombie, sinceramente, achei um saco! Muiiiiitooo chato!!! Enquanto lia interrompi várias vezes e no meio desta brincadeira li Mares de Sangue (Scott Lynch) e a Canção de Sangue (Anthony Ryan), só para vc ter uma ideia de como foi dolorosa a leitura. Eu, particularmente, não recomendo a ninguém. Há coisas muito, muito melhores! O que salva o livro é ó Glokta que, sem dúvida, é um personagem fenomenal!

    • Cassy disse:

      Hahahahaha! Adorei a sinceridade. Quero muito ler A Canção de Sangue, é bom?

      • Fábio disse:

        Olha, certamente vc vai gostar bastante de A Canção de Sangue! Que livro magnífico. Trata-se de um livro dark e sem exageros (digo, sem dragões), um mundo completamente factível, com muita intriga política, traições, reviravoltas, respostas dadas em momentos inesperados. Apesar das quase 700 pgs, a leitura é fluida. O enredo em muito se assemelha ao Nome do Vento, de Patrick Rothfuss, no sentido de que o protagonista, Vaelin Al Sorna, tenta dominar um poder dentro de si, a canção do sangue, mas sem saber muito bem como fazer. A narrativa alterna momentos em que um escriba, para quem Vaelin conta sua estória, nos fala sobre os acontecimentos e também o próprio protagonista. Muitoo boa a obra, apesar de não ser tão conhecida do público brasileiro.

      • Cassy disse:

        Obrigada pela resposta, Fábio. Soube que o segundo já está sendo traduzido, o que quer dizer que não vai demorar tanto para ser publicado.

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