Resenha: The Slow Regard of Silent Things, de Patrick Rothfuss

The Slow Regard of Silent Things capaTítulo: The Slow Regard of Silent Things

Autor: Patrick Rothfuss

Publicação: 28 de outubro de 2014

Número de páginas: 176 páginas

Editora: Gollancz

ISBN: 9781473209343

The Slow Regard of Silent Things é uma novela que se passa no mesmo universo da trilogia A Crônica do Matador do Rei e tem a misteriosa Auri como personagem principal. A história narra o cotidiano da Auri, durante sete dias, nos quais a personagem se prepara para receber uma visita. 

Antes de deixar a minha opinião, duas considerações importantes:

1.A edição brasileira da novela será publicada pela editora Arqueiro. O título é A Música do Silêncio e o lançamento está previsto para janeiro de 2015.

2.O próprio Patrick, no prefácio da obra, deixou bem claro que se trata de uma história sobre a Auri e o quanto é importante ter lido os dois primeiros livros da trilogia para entender o que se passa na história, apesar da novela não ser uma continuação da história do Kvothe.

Dito isso vamos à minha opinião:

Bem, o texto, por ser uma novela, não é muito grande (veja ficha técnica acima), porém está muito bem dividido. Negar qualidade à escrita do Patrick é quase blasfêmia, mas achei o começo, o primeiro capítulo, com um nível bem abaixo da qualidade do Patrick. À medida que o texto foi avançando – são onze capítulos – eu me acostumei com a escrita que não é nada mais do que a percepção da personagem. Como sabemos a Auri tem uma mente bem diferente, até meio estranha, portanto, um texto que apresenta a sua percepção sobre tudo que a cerca vai ser um texto que mostra bem como é a mente da personagem. Nesse ponto o Patrick foi perfeito.

Em alguns momento, entretanto, por ser uma história centrada no cotidiano da personagem, tiveram trechos que ficaram um pouco chatinhos, porque o texto não levaria a lugar nenhum. Na verdade, a história não levar mesmo a lugar nenhum, nenhuma revelação sobre o que aconteceu nos dois livros anteriores. É um livro sobre a Auri somente.

Por ser uma história que se passa no universo da série principal, algumas referências à trilogia aparecem no texto. A Auri ainda tem boa parte do conhecimento adquirido na Universidade e isso é mostrado quando ela precisa lidar com alguns objetos. No texto é mostrado o quanto o uso dos nomes das coisas é importante para fazê-las uteis para quem as usa. Vimos isso nos livros, mas com a Auri ficou mais bem mostrado, mesmo não sendo muito detalhado esse tal uso dos nomes.

Eu gostei muito do texto, achei de uma sensibilidade do Patrick que chega a emocionar, tirando os momentos chatinhos, claro, porque são momentos tristes, que mostram o quanto ela é sozinha, o quanto as coisas têm uma importância enorme para ela, inclusive o local onde esses objetos são colocados. E tudo isso passado sem que a intenção do autor seja fazer o leitor sentir pena da Auri, mas é impossível não ter uma simpatia – ou mais simpatia – pela personagem.

Antes que eu me esqueça de mencionar, o texto é acompanhado de ilustrações que ajudam a entender o que é descrito na história. O ilustrador responsável é o Nathan Taylor que já trabalhou em outros trabalhos do Patrick.

Por fim, deixo a minha recomendação, principalmente para os fãs da Auri.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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7 respostas para Resenha: The Slow Regard of Silent Things, de Patrick Rothfuss

  1. Paulo Henrique disse:

    A Arqueiro vacilou. Disse que ia lançar próximo do dia do lançamento do original. Mas não sendo o chatão, vi na página deles uma explicação do porquê: atraso de entrega de material. A Auri é meu segundo personagem preferido na saga e com certeza gostarei muito de conhecer um pouco mais a mente daquela garota. Sobre ter informações (spoilers) sobre a A Crônica, já era de se esperar. O Patrick nos deixou ansiosos por respostas durante dois livros, sendo que é uma trilogia, ele não perderia mais essa oportunidade.

  2. Carlos Silva disse:

    Existe algum inimigo real no livro, ou só a solidão dela que é o único inimigo?

  3. Fiacha O Corvo Negro disse:

    Ois,

    Gosto muito desta personagem e não avançar muito no enredo já é típico do escritor, mas se tiver oportunidade vou ler nem que seja em ebook, é esperar🙂

  4. Pingback: Resenha: A Música do Silêncio | .:.Dragonmountbooks.:.

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