Resenha: The City and the City, de China Miéville

The City and the City capaTítulo: The City and the City

Autor: China Miéville

Publicação: 2009

Número de páginas: 416 páginas

Editora: Del Rey

ISBN: 9780345515667

The City and the City é o terceiro romance que eu li do autor britânico China Miéville. O livro foi lançado no Brasil pela editora Boitempo, sob o título A cidade e a cidade.

A trama se passa em duas cidades fictícias, Bészel e Ul Qoma, localizadas na região dos Balcãs, e é contada sob a forma de um romance policial, pelo narrador e protagonista Tyador Borlú, Inspetor da polícia de Bészel, que tenta desvendar as circunstâncias que envolvem o assassinato de uma jovem americana.

Se já não bastasse um romance policial ser cheio de mistério e suspense, China enriquece a trama com mais alguns, um deles é o que as duas cidades possuem em comum, como os habitantes se viram para viver com isso e o que acontece caso haja um certo evento entre os habitantes das duas cidades.

O enredo apresenta alguns acontecimento bem procedurais, voltados para a investigação, mas não detalhado demais. Por ser narrada pelo Inspetor Borlú, ou seja, ser uma narração em primeira pessoa, tudo o que se lê das impressões de ambas as cidades são sob o ponto de vista dele. Temos uma boa ideia das estruturas política, social, econômica e cultural de cada cidade, mas não esperem um trabalho muito detalhado em worldbuilding. Aliás, na entrevista do China, no fim do livro, ele mesmo diz que o livro serviu para uma exploração dos elementos anti-fantasia, o que quer dizer que o grande desenvolvimento em cenário não deveria estar nos planos do autor para este livro.

E nem precisava, todo o mistério que envolve as duas cidades, mais as reviravoltas que a história sofre já são elementos suficientes para mostrar o quanto o autor explorou bem o que ele queria, ou seja, o lado social e político das duas cidades.

A única coisa negativa no livro foram alguns momentos nos quais a narração ficou meio parada, travada. Eram momentos, nos quais a própria investigação parecia estar meio travada e acho que o China queria passar isso ao leitor. Essa agonia de se tentar esclarecer algo e não se consegue uma pista se quer, mas o enredo está longe de ser entediante para quem gosta de um bom thriller. O desfecho foi apropriado para o livro.

Eu recomendo o livro com ressalvas: para os fãs do China, que querem ler o China, o que ele escreve e não aqueles que ficam esperando somente a criação de mundos e de criaturas estranhas. Para os fãs de thriller/suspense policial. Para os fãs que sabem ler uma boa crítica política inserida na história e não ficam ofendidos com as críticas do autor ao sistema capitalista, ou ao socialismo empregado de forma errada.

Quem ainda não leu o China, fiz a resenha de dois livros deles, o Un Lun Dun e o King Rat/Rei Rato, os quais recomendo muito.

Meu próximo livro do China será Perdido Street Station. Finalmente!

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
Esse post foi publicado em Fantasia e Ficção Científica, Resenhas, Romance, Suspense/Terror e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

5 respostas para Resenha: The City and the City, de China Miéville

  1. rafaga disse:

    Eu tenho uma super admiração (um tiquinho de inveja… rs) da sua extraordinária habilidade de ler em inglês… Eu leio e falo razoavelmente e até já tentei encarar uma leitura de romance, mas a leitura não flui. Como vc faz? Aliais, como sugestão para vc escrever em um futuro post, de dicas sobre como se fazer isso!

    • Cassy Teodoro disse:

      Olá, rafaga! Não tem segredo: eu fiz um curso bem longo de inglês (2002-2008). Eu já fiz um post sobre porque (como resposta mesmo) eu leio em inglês. Procura aí. Abs e volte sempre!

      p.s.: Já tentou ler em espanhol?

  2. Li esses livro ha alguns dias e gostei da originalidade da história. Porém o começo dele foi bem entediante, por pouco não larguei.

  3. Pingback: Divulgação: Estação Perdido | .:.Dragonmountbooks.:.

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