Resenha: Scarlets, de Madeleine Roux

Scarlets capaTítulo: Scarlets

Título original: Scarlets

Autora: Madeleine Roux

Publicação: 2015

Número de páginas: 100 páginas

Editora: V&R

ISBN: 97885768378296

Recentemente publicamos, aqui no blog, a resenha do excelente, e surpreendente, Asylum, primeiro livro da trilogia homônima de autoria de Madeleine Roux. Para quem ainda não leu o livro ou a resenha, aí vai um resuminho. Em Asylum acompanhamos a estória de três jovens que, em um curso de verão, oferecido pelo New Hampshire College, a universidade local, acabam vivendo as piores cinco semanas de suas vidas. Isso porque uma série de eventos inexplicáveis ocorridos no Brookline, um antigo manicômio adquirido pela universidade para servir de dormitório para seus alunos, tornará a estada de nossos personagens um verdadeiro pesadelo que os levará ao tênue limite entre a loucura e a racionalidade.

Pois bem, gostei tanto de Asylum que resolvi trazer para vocês, amigos do blog, a resenha do primeiro spin-off da série – Scarlets – que vou logo dizer: é tão bom quanto o primeiro volume da trilogia linear. Neste episódio paralelo, o protagonista é Cal Erickson, um estudante conhecido pelas suas farras, bebedeiras e displicência nos estudos. Até aí, tudo mais do que normal. Cal seria apenas mais um aluno desinteressado e que passaria despercebido em qualquer situação cotidiana não fosse um detalhe: ele é filho de Roger Erickson, o Reitor da Universidade.

Ele e o pai tem uma relação extremamente conturbada, o que dificulta ainda mais sua inserção no ambiente universitário que, percebe-se, não é um lugar em que Cal se sente confortável. Soma-se a isso o fato de ele ser homossexual, o que seu pai não aceita muito bem. Assim, em uma tentativa derradeira para controlar o filho, Roger obriga-o a fazer parte de um seleto grupo de estudantes incumbidos de catalogar tudo o que estivesse nos porões do antigo manicômio. Sem escolhas, Cal começa seu calvário, mas, logo no primeiro dia, ele tem estranhas visões com uma criança aparentemente morta naquele local. O que poderia ser isso? Mais uma desculpa para esquivar-se de suas obrigações? Uma peça de sua imaginação? Ou algo pior?

Além de participar deste grupo, sob a orientação da enigmática professora Reyes (que terá um papel central em Asylum), Cal também é obrigado a ter aulas de reforço com Fallon, uma aluna veterana. Mas, na verdade, nada é o que aparenta ser. Roger, o reitor, também a monitora pois descobre que ela é uma hacker em busca de informações confidencias sobre ele e a Universidade. Assim, ao colocá-los juntos, ele busca uma forma de ter maior controle sob a situação, o que, ao fim, exigirá um preço muito alto a ser pago pelos envolvidos neste jogo de intrigas e suspense de tirar o fôlego.

Daí em diante, os eventos vão tomando um rumo inesperado e Cal se vê em meio a um dilema que poderá mudar sua vida para sempre. Falando em dilema, ele começa a ganhar contornos dramáticos quando Cal descobre que seu pai faz parte dos Scarlets, uma fraternidade aparentemente inofensiva, mas que, na verdade, esconde muitos segredos, dentre os quais uma profunda conexão com o que se passara ao longo dos anos no antigo manicômio. Sabendo que seu filho tem um papel muito importante a desempenhar no desenrolar dos fatos, Roger lhe faz uma proposta, o que colocará Cal em uma situação sem volta, em que deverá tomar uma atitude desesperadora. E é então que….

É então que o livro acaba, no clímax da narrativa, para o desespero dos leitores.

Bem, quanto às minhas impressões gerais, devo destacar que a narrativa mantém a mesma pegada de suspense psicológico misturada com terror que deu tão certo no primeiro livro da série. Os dramas familiares dão um toque especial e revelam um texto mais maduro e, por vezes, introspectivo, o que me agradou bastante. Por fim, em Scarlets, Madeleine Roux revela peças que nos ajudam a entender o complexo quebra-cabeças que nos é apresentado em Asylum, mas, na medida certa, sem deslindar mais do que o necessário, tudo para manter os leitores com aquele gostinho de quero mais..e logo!!! O único ponto negativo de Scarlets é que ele tem apenas 100 páginas, já contabilizada a degustação do primeiro capítulo do próximo livro, Sanctum.

Sobre Fábio Albergaria

É professor universitário, darwinista convicto, colecionador de livros antigos e, claro, viciado em tudo que tenha papel, tinta e muita imaginação. Brasiliense de nascimento, mas elantrino por vocação.
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2 respostas para Resenha: Scarlets, de Madeleine Roux

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