Resenha: Sanctum, de Madeleine Roux

Sanctum capaTítulo: Sanctum

Título original: Sanctum

Autora: Madeleine Roux

Publicação: 2015

Número de páginas: 379 páginas

Editora: V&R

ISBN: 9788576838838

Visões fantasmagóricas. Vozes estranhas vindo do nada. Lembranças de uma passado recente traumático. E, não bastasse isso, cartas de ameaça anônimas e fotos de um antigo parque de diversões com frases, aparentemente, sem muito sentido, porém, muito enigmáticas, sendo mandadas a Dan, Abby e Jordan, nossa tríade de protagonistas em Sanctum, a sensacional continuação de Asylum.

Aos que não conhecem a série, deixe-me dizer que ela foi uma melhores surpresas que tive este ano. Best-seller do New York Times, o segundo volume desta trilogia linear mantém o alto nível de seu antecessor (além dos três livros principais, há, também, dois spin-offs). E, assim, diante dos estranhos acontecimentos que ainda os aterrorizam não restou opção outra senão retornar ao New Hampshire College (NHC), cenário dos terríveis incidentes ocorridos em Asylum (a partir daqui há spoilers aos que ainda não leram Asylum e o primeiro spin-off da série, Scarlets, ambos resenhados aqui).

Disfarçados de postulantes a uma vaga na Universidade nossos jovens tentarão por fim a este pesadelo que insiste em atormentá-los e, para isso, reviverão momentos de intensa angústia, em um enredo eletrizante e que não nos deixa respirar. Aos fãs da série de terror – American Horror Story – Sanctum é um prato cheio, um verdadeiro deleite, pois a narrativa segue o mesmo estilo icônico do seriado nos remetendo, diretamente, à mesma atmosfera surrealista em que a linha divisória entre a realidade e a ficção é muito tênue.

Não à toa, a máxima da narrativa é baseada em fatos que conectam os protagonistas, sobretudo Dan, ao passado daquele lugar sombrio, mas, sem apontar respostas puramente racionais. Aos poucos, dúvidas vão surgindo sobre a verdadeira natureza dos personagens, ao mesmo tempo em que eventos deixados soltos no primeiro livro vão sendo desvelados, mas na medida certa, mantendo o leitor em tensão constante, sem saber o que esperar na próxima virada de página: uma assombração, uma armadilha, uma traição?

Conhecemos mais um pouco dos Scarlets, a sociedade secreta manipulada pelo antigo Reitor da Universidade e que esconde muitos segredos, dentre os quais uma profunda conexão com o que se passou no antigo manicômio que, agora, abriga o dormitório da NHC. No limite de suas forças, Dan, Abby e Jordan descobrem segredos ainda mais macabros, para tanto, colocando suas vidas em risco constante. E, para sobreviver, eles deverão manter o controle, afinal, “o que pode ser mais sagrado do que ter poder sobre seus pensamentos? Sanctum. É ao mesmo tempo a fechadura e a chave” (p.261). Curioso para saber o que isto significa? Então, leiam a série! Valerá cada minuto de seu tempo!

Para maximizar a sensação de imersão na leitura, a brilhante autora, Madeleine Roux, utiliza as mesmas ferramentas que deram tão certo em Asylum: fotos reais, desta vez de parques de diversão antigos, que fazem uma tremenda diferença na contextualização dos fatos! Elas dão um toque de realidade à narrativa, o que faz com o leitor tenha uma experiência única. É como se fôssemos observadores privilegiados no desenvolvimento da trama. Simplesmente fantástico:

imagem 3

Fonte: momentosdelecturachile.blogspot.com

O final é bem satisfatório, mas menos impactante que os desfechos de Asylum e Scarlets que, ressalte-se, são bem tensos. Diferentemente de seus antecessores, Sanctum não deixa ganchos para os eventos vindouros a serem narrados na sequência da série, neste caso, em Catacomb, terceiro e último volume. E, apesar de nos dar algumas respostas às muitas perguntas levantadas no primeiro livro, não temos a mínima ideia da direção a ser tomada no fechamento da estória, mas, a considerar a excelente qualidade da narrativa até o momento, minhas expectativas são bem altas.

Por fim, não poderia deixar de mencionar que Sanctum, assim como Asylum e Scarlets, faz parte de um seleto grupo de livros capaz de nos oferecer momentos incríveis de entretenimento, ainda que muito depois da leitura. Sabe quanto paramos de ler e pensamos: poxa, só mais uma página? E essa página vira páginas e, as páginas, capítulos? É aquela sensação irresistível de sempre querer saber mais um pouquinho e não conseguir parar de ler. Pois é, esse é um dos atrativos da série.

Se você não leu, leia! Se conhece a série, e já leu ou está lendo Sanctum, não esqueça de dar uma passadinha aqui para compartilhas suas opiniões conosco. Então, é isso. Até a próxima, caros amigos viciados em livros!

Sobre Fábio Albergaria

É professor universitário, darwinista convicto, colecionador de livros antigos e, claro, viciado em tudo que tenha papel, tinta e muita imaginação. Brasiliense de nascimento, mas elantrino por vocação.
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