Resenha: The Kingdom of Gods, de N. K. Jemisin

the kingdom of gods capaTítulo: The Kingdom of Gods

Autora: N. K. Jemisin

Publicação: 2011

Número de páginas: 336 páginas

Editora: Hachette Digital/Orbit

ISBN: 9780748126316

The Kingdom of Gods é o terceiro e último livro da série Inheritance. E mais do que nunca, mostra o porquê do título da série ter algo a ver com questões de herança.

Grande parte do livro é narrado pela divindade Sieh, o primeiro filho/cria dos Três Deuses. Eu fiquei meio desconfiada, para não dizer decepcionada com a escolha da autora. O Sieh é um personagem maravilhoso e bem carismático, mas um livro inteiro sob o ponto de vista dele me pareceu estranho, muito porque eu esperava que a N. K. escolhesse o Nahadoth ou o próprio Itempas, mas a escolha pelo Sieh, no fim, acabou se revelando muito acertada.

Através do Sieh temos uma ideia melhor sobre os Três, algo mais sobre a cosmologia e mitologia da série, além de situações bem tensas que podem gerar uma nova guerra de deuses. A trama é recheada de intrigas que podem simbolizam, na verdade, o fim da aceitação da herança de uma dinastia de opressão política, cultura e étnica, e também o fim da herança de se aceitar ser oprimido (na verdade, os dois primeiros livros já mostraram um pouco disso, creio eu.).

O Sieh tem uns momentos de crise existencial, além de outras situações, que servem para a autora mostrar mais ao leitor as características dos seres divinos, além de deixar clara a sua concepção de deuses, divindades e demônios.

O desfecho é muito bonito e bem condizente com tudo que havia sido contado e a N. K. finaliza o terceiro livro com um capítulo denominado Coda, que retrata fatos acontecidos após os eventos do último capítulo do livro e vêm corroborar a ideia de que mesmo herdando determinada forma cultural é possível mudar e não repetir os erros opressores do passado, é possível mudar e não se deixar ser oprimido.

Cabe aqui lembrar a vocês que eu li a edição de 2014, que contém todos os três livros, mas não vem com o conto Not the End, presente no fim do terceiro livro. Em compensação, a edição contém a novela The Awakened Kingdom, sequência da trilogia, lançada exclusivamente na versão digital, no mesmo ano de 2014. A trama é contada por Shill, uma divindade recém-criada. A narrativa é pelo ponto de vista de um entidade bem nova, que lembra como as crianças humanas veem e percebem o mundo ao seu redor e tentam compreender o que está acontecendo e o que são dentro desse mundo. A Shill se torna amiga do mortal Eino, um ativista pelos direitos dos homens (na sociedade da qual o Eino faz parte, os homens fazem parte das minorias). A novela serve para a N. K. mostrar um pouco mais da sociedade dos Darren, algo que eu queria muito conhecer desde o primeiro livro.

Para finalizar, deixo a recomendação de mais uma obra referente à trilogia, Shades in Shadow, composta por três contos, um deles serve de prelúdio para série.

É isso, pessoal. Trilogia recomendadíssima.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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2 respostas para Resenha: The Kingdom of Gods, de N. K. Jemisin

  1. Thiago disse:

    Ei, Cassy. Acabei de ler o livro e posso dizer que fiquei encantado. A história me cativou bastante. Tiveram várias passagens que me fizeram refletir e ver que linda história a autora nos mostra. Adorei a escolha do ponto de vista da personagem Sieh. Sem dúvidas vou ler os próximos livros da autora. Mas agora, vou entrar no mundo de Malazan. E vou querer discutir sobre essa obra por aqui no seu blog também.
    Abraços!

    • Cassy Teodoro disse:

      Fico muito feliz em saber que você gostou, Thiago. Realmente é um livro que faz refletir e o ponto de vista do Sieh enriqueceu muito a narrativa. Eu comecei a ler a outra série dele e estou achando bem interessante, embora eu não esteja gostando tanto, porém, é muito bem escrita.

      Sobre Malazan, vamos falar muito dessa série aqui ainda. Aguarde.

      Abs!

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