Resenha: Kinslayer, de Jay Kristoff

Kinslayer capaTítulo: Kinslayer

Autor: Jay Kristoff

Publicação: 2013

Número de páginas: 464 páginas

Editora: Thomas Dunne Books

ISBN: 9781250022943

Kinslayer é o segundo livro da trilogia The Lotus War, série cujo cenário é inspirado no Japão medieval e que une muito bem os elementos da fantasia, do steampunk e distopia. O livro segue os eventos de seu antecessor Stormdancer e novamente temos a jovem Yukiko como destaque na narrativa, porém, o Jay não se esquece de fazer uma ótima exploração dos demais personagens cuja importância para narrativa cresce de acordo com o desenrolar da leitura.

O Jay dividiu a narrativa de modo muito parecido com alguns trechos do primeiro livro. Tem-se o núcleo onde é mostrado ao leitor toda a questão política e social do império após os acontecimentos do primeiro livro com a Guilda de Lotus fazendo de tudo para manter o regime do imperador, mesmo porque os membros da guilda querem continuar mantendo os prestígios conquistados na exploração do principal produto do império. Ao mesmo tempo em que tenta manter os seus privilégios, a guilda tenta evitar uma rebelião do Kagé, que pretende usar a Yukiko e o Buruu como armas contra o regime atual.

Voltando ao núcleo da Yukiko, a exploração do cenário muito diferente daquele da cidade, onde a Yukiko passa por momentos bem difíceis após o que aconteceu em Stormdancer ao mesmo tempo em que tem que lidar com o seu dom e muitas descobertas.

Apesar do que a garota passou e passa no começo do livro, o autor faz questão de mostrar ao leitor que trata-se apenas de uma pessoa de 16 anos, não sei se dá melhor forma – as tentativas de se criar um romance me deixaram bem entediada -, mas a forma que o Jay encontrou para deixar texto mais coerente, apesar da história ser uma ficção.

Quanto à narrativa, eu gostei muito da escrita do Jay e de como ele une os núcleos narrativos. Embora não seja um recurso muito inovador, pois outros autores já usaram esse recurso, foi a maneira escolhida pelo autor e se revelou a melhor, tendo em vista tudo o que se passa no livro.

Eu recomendo a leitura com ressalvas: caso vocês não tenha outros livros que julgam ser mais importantes para as suas vidas literárias. Essa trilogia já estava na minha lista e finalmente chegou a hora de ler e matar a minha curiosidade sobre o que essa série tem que é motivo de tanto falatório entre os leitores britânicos e americanos e o porquê de insistirem que é literatura YA (não vi isso, apesar da protagonista ter apenas 16 anos). Não é a maior obra-prima que li na vida, mas eu tenho me divertido e gostado bastante dessa trilogia.

.:.Até mais, gente!.:.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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