Resenha: The Killing Moon, de N. K. Jemisin

The Killing Moon capaTítulo: The Killing Moon

Autora: N. K. Jemisin

Publicação: 2012

Número de páginas: 334 páginas

Editora: Orbit

ISBN: 9780316202770

Continuando as minhas leituras das obras da N. K. Jemisin, autora norte-americana considerada uma das novas vozes da fantasia, trago para vocês, neste último dia de 2015, a minha opinião sobre The Killing Moon, o primeiro livro da duologia The Dreamblood.

Antes devo recomendar a leitura do conto The Narcomancer que se passa no mesmo mundo e ajuda o leitor a entender um pouco melhor o sistema de magia conhecida como Narcomancia, além de retratar alguns aspectos culturais e religiosos vistos no livro. Pode ser lido antes, durante ou depois do romance sem problemas.

Bem, The Killing Moon é um romance contado sob o ponto de vista de três personagens: Ehiru, um Gatherer que dedicou sua vida à Hetawa, uma espécie de culto religioso de sua terra natal, Gujaareh, baseada no culto à deusa Hananja; Nijiri, aprendiz de Ehiru; e Sunandi, uma embaixadora do país vizinho Kisua. São personagens que gostei muito e achei bastante carismáticos. Através deles, o leitor é levado a um mundo onde cultura e religião se misturam bastante e os aspectos místicos do mundo dos sonhos se confundem com o que temos com plano espiritual (para quem acredita em um – aliás, não precisa acreditar para entender a trama.).

Boa parte da história se passa em Gujaareh, uma cidade-estado governada pela figura do Príncipe, soberano de toda a região e que é o avatar da deusa Hananja na terra. Gujaareh foi inspirada no antigo Egito, bem como o sistema de magia presente no livro.

O leitor conhece também Kisua, país vizinho de Gujaareh, que não adota e repudia alguns dos costumes do povo dessa região. O país foi inspirado na região da Núbia, hoje parte do Egito e do Sudão.

Durante a leitura é possível perceber as diferenças culturais de ambos locais, bem como a diferença étnica de sua população. Os habitantes de Kisua têm a pele mais escura e se aproximam mais do que conhecemos como africanos, já os habitantes de Gujaareh possuem traços que vão das pessoas de pele clara até a pele em tons de marrom claro.

Apesar da boa escrita da autora, dos personagens carismáticos, da história ter ganho um caráter menos pessoal com a narração em terceira pessoa, da cultura linda e riquíssima apresentada pela autora, eu não me envolvi tanto com a história. Gostei muito do livro, mas não consegui sentir uma empatia pela trama em si. Entretanto, não foi tempo e nem dinheiro desperdiçados. Vale muito a pena conhecer trabalhos dentro do gênero que fogem ao uso da Europa medieval, que mostram que mesmo sendo baseado em um país africano, não pertencente à África negra, a autora não se esqueceu dos todos os aspectos étnicos do local ao criar os seus personagens. Portanto, finalizo esta resenha, deixando a minha recomendação.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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