Resenha: O Exorcista, de William Peter Blatty

O Exorcista capaTítulo: O Exorcista

Título original: The Exorcist

Autor: William Peter Blatty

Publicação: 1971

Número de páginas: 336 páginas

Editora: Harper Collins BR

ISBN: 9788522031573

Originalmente publicado no blog Escotilha Literária.

Considerado um dos maiores clássicos do terror na literatura, O Exorcista conta a história de Chris McNeil, uma atriz, cuja a falta de fé é deixada de lado quando ela decide saber o que há de errado com a sua filha de onze anos, Regan.

Chris se muda para uma nova casa e começa a perceber algo estranho na casa que ela atribui a ratos, o problema começa a ganhar gravidade quando Chris percebe que a filha está se comportando de forma estranha, o que ela pensa ser a mudança de ambiente e a fase da puberdade, pois a Regan está prestes a completar doze anos, idade na qual muitas meninas começam a apresentar sinais do começo da puberdade. Chris procura várias formas de saber o que está acontecendo com a sua filha, mas é justamente na religião, algo no qual ela não acredita, que parece estar a resposta.

O livro é lindíssimo, apesar do tema pesado, e ganhou uma adaptação cinematográfica que foi sucesso de bilheteria na época de sua estreia. A obra é super bem escrita e em muitas passagens, como não poderia deixar de ser em uma obra do gênero, aterrorizantes, não tanto pelas cenas mais icônicas reproduzidas no filme, mas porque na maioria delas temos uma retratação maravilhosa do que é o ser humano, do que ele/ela acredita ser fé, ou deixa de acreditar.

O demônio Pazuzu é a figura mais interessante sobre a qual já li, pois apesar de sua intenção – devo dizer desencadeada por causa do comportamento dos seres humanos – ele acerta em cheio nas suas provocações e suas afirmações sobre a nossa natureza. Somos bons, claro, mas até onde a bondade for proveitosa para nós. Ao primeiro momento de desilusão, perdemos a fé em tudo, seja espiritual, material, científico ou em nós mesmos.

O Pazuzu me passou a ideia de ser, na verdade, o nosso lado mais sombrio e, por incrível que pareça, o nosso lado mais racional, aquele que nos questiona, mesmo através de falas irônicas e sarcásticas, mas que vão fundo no quanto somos egoístas e só acreditamos no que queremos acreditar, seja espiritual ou científico.

Eu adoro como os autores, seja qual for o gênero literário que escrevem, sempre retratam a natureza humana e como essa natureza rende tanta história interessante. Pena mesmo é a gente não aprender com os livros de ficção, se não damos a mínima para o que fazemos na vida. Claro, isso não é uma tratado de filosofia ou sociologia, mas gosto de livros que me fazem parar para pensar, refletir sobre comportamentos.

O Exorcista é um isso, um livro que retratar a fé, a falta de fé, mas acima de tudo retrata o nosso comportamento perante os problemas. Ou assim pareceu para mim.

Livro recomendadíssimo (o filme também).

Não se esqueçam de ler a nossa resenha de Exorcismo, livro publicado pela editora Darkside Books e que conta a história real que inspirou William Peter Blatty.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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