Resenha: The Lees of Laughter’s End, de Steven Erikson

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Publicada no ano de 2007, The Lees of Laughter’s End é a terceira novela na ordem de publicação da série Bauchelain e Korbal Broach e também se passa no mundo de Malazan.  A obra também pode ser encontrada no primeiro volume de Tales of Bauchelain and Korbal Broach, lançado em 2009 e que reúne as três primeiras novelas dessa série spin-off.

Por seguir diretamente os eventos narrados em Blood Follows, primeira novela da série, The Lees of Laughter’s End tem seu lugar como a segunda novela em ordem cronológica de eventos e por isso é a segunda novela a ganhar resenha aqui no blog.

A história narra os estranhos fatos que ocorrem no navio Suncurl, onde Emancipor Reese, Bauchelain e Korbal Broach se encontram em virtude do que aconteceu em Blood Follows.

Algo na estrutura física da embarcação aliada ao fato de estar navegando pelas águas de Laughter’s End faz com que seja despertada a criatura lich, uma ser cuja a aparência física é um arremedo de sua formação etérea de várias almas atormentadas ocupando o mesmo corpo. Além disso, ainda temos os estranhos hábitos de Korbal Broach, algo bem colocado na novela anterior; a falta de sorte de Emancipor sendo novamente destacada na narração; e a sempre interessante aparição de Bauchelain, que nesta novela é melhor explorado e agrada muito mais.

Uma gama de personagens, mencionados e que de fato participação da história, também ajuda a construir uma trama bem interessante que faz com essa seja uma história bem superior à Blood Follows.

Os elementos de mistério aliados aos de suspense são o ponto forte da narrativa, mas em The Lees of Laughter’s End parece que Erikson quis colocar algo que realmente evidenciasse se tratar de uma obra passada no mundo de Malazan. Tem-se uma melhor, embora não muito detalhada, aparição de seres e criaturas já mencionadas nos livros anteriores a esta novela, mas cujo detalhamento, acho, será melhor explicado nos livros da série, tanto do Erikson quanto os do Ian. Certos comportamentos também evidenciam algo que eu já havia lido em Deadhouse Gates, embora não possa detalhar sei que seja um grande spoiler, tanto da novela quanto do livro.

Também tem-se a história da Capitã do Suncurl que desperta o interesse do leitor pela Crimson Guard, mesmo essa instituição sendo apenas mencionada, e que deixa claro o quanto as novelas têm ligação com a história principal da série, mesmo ficando muito claro a separação entre o que o Erikson quer nos contar em MBoftF e aqui nos contos de Bauchelain e Korbal Broach.

Apesar de ter adorado a novela, achei parte do desfecho um pouco corrido e a atuação do Korbal me lembrou bem aqueles filmes pastelões. Embora a história una bem o mistério e suspense com momentos nos quais é impossível segurar a risada, o desfecho demonstrava uma situação bem tensa e merecia uma narração melhor. Enfim, talvez esse tom menos dramático tenha sido a intenção do Erikson. Entretanto, a cena final em si vale muito e deixa aquela ansiedade para o que estar por vir.

Obra recomendada.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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