Resenha: The Long Walk, de Richard Bachman

the-long-walk-coverTítulo: The Long Walk

Autor: Richard Bachman (Stephen King)

Publicação: 1979

Número de páginas: 241 páginas

Editora: Signet Books

ISBN: 9781101138182

 

The Long Walk foi o segundo livro publicado por Stephen King sob o pseudônimo Richard Bachman. Seu lançamento ocorreu no fim dos anos 70, mais precisamente em 1979 e traz em sua história elementos de romance distópico.

A história se passa no que seria um período atual dos Estados Unidos (levando-se em consideração a época na qual o livro foi escrito e publicado) regido através de uma estrutura política totalitária.

De tempos em tempos é realizada a competição conhecida como The Long Walk (A Longa Caminha ou A Longa Marcha, como preferirem), na qual cem jovens rapazes devem caminhar pela costa oeste norte-americana até que o vencedor seja declarado, tendo como base para tal declaração uma série de regras que devem ser seguidas pelos competidores.

A competição começa no dia primeiro de maio, a partir das nove horas da manhã e todo o clima que antecede a largada nos é mostrada no início do filme, dando uma boa visão do que é esse regime totalitário vivido pelos norte-americanos no livro. A caminhada começa no estado do Maine, na fronteira com o Canadá e, como mencionado acima, os competidores devem descer a costa leste, até que o vencedor seja declarado, de acordo com as regras da competição.

Tudo que envolve a competição, os objetivos de alguns competidores, quem são os competidores, quais são as regras, algumas menções às edições anteriores da competição, a ambientação, a resistência dos competidores, é passado para o leitor através do competidor nº 47, Ray Garraty, que de certa forma. Através dele o leitor conhece vários fatos sobre a corrida, é apresentado a outros personagens – e quais despertam ou não mais simpatia.

A história não é contada em primeira pessoa, o que possibilita uma visão bem ampla do que está acontecendo, ainda que a narrativa fique limitada às percepções do Garraty. A narrativa também passa muito bem o clima da competição: aquela adrenalina do começo, a queda da adrenalina para algo mais sentimental, em que o autor passa a mostrar a interação dos personagens, parte de suas história, seus objetivos e sonhos, tudo bem direto, nada muito detalhado, apenas o suficiente para a trama ser passada ao leitor, para aquela adrenalina quando cada competidor se vê como são, ou seja, não pessoas se conhecendo, mas competidores mesmo.

O desfecho é daqueles que te deixam olhando para o nada por um bom tempo, pensando e imaginando, repensando e reimaginando, diversas formas da história de fato ter um fim e o quanto a situação narrada se encaixa perfeitamente em diversos formatos dos famosos campeões de audiência da indústria do entretenimento conhecidos como Reality Shows, nos quais vemos as mais diversas formas de objetificação do ser humano com altos investimentos e grande audiência, onde o espetáculo é a esculhambação do ser humano e não a simulação de uma realidade. Enfim, leiam e tirem as suas próprias conclusões.

Livro super recomendado.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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