Resenha: The Left Hand Of Darkness, de Ursula K. Le Guin

Título: The Left Hand Of Darkness

Autora: Ursula K. Le Guin

Publicação: 1969

Número de páginas: 256 páginas

Editora: Hachette Digital

ISBN: 9781405525275

 

The Left Hand of Darkness – ou A mão esquerda da escuridão, como o livro ficou conhecido aqui no Brasil –  é uma das obras do Ciclo Hainish ou Ciclo Ecumênico, universo criado pela autora e que aborda diversas questões sociais, dentre elas, preconceito, escravidão, machismo e feminismo, religião e crenças, aliadas a questões políticas e filosóficas. Vale lembrar que os livros que se passam nessa interessante cosmologia podem ser lidos de forma independente e em qualquer ordem.

O livro é uma importante obra dentro do gênero Ficção Científica, pois ao unir todas as questões acima mencionadas e dar enfoque aos assuntos ligados à diversidade sexual, sem contar a excelente escrita da autora e o quanto a história é profunda e bem densa, é considerado um dos primeiros romances feministas dentro do gênero e com todos os méritos mereceu ser agraciado com os prêmios Hugo e Nebula na categoria melhor romance de Ficção Científica.

No entanto, é perfeitamente compreensível ver alguns leitores se sentirem um pouco por fora ou mesmo confusos com a narrativa do livro e sua densidade, isso se deve ao fato da história, que segue o personagem Genly Ai em uma importante missão pelo planeta Terra  e a Confederção Ekumen para convencer as nações do planeta Gethen a se juntar à dita confederação, ser contada ora pelo próprio Genly Ai, ora pelo ponto de vista – entradas de diários, na verdade – de Estraven, o que deixa a história um pouco confusa no quesito quem está contando a história ou quem está passado por determinada situação, porque a narrativa não apresenta uma quebra muito clara entre um ponto de vista e o outro.

De qualquer maneira, é uma obra que vale muito a pena ler, pois apresenta mais uma faceta dessa interessante cosmologia que é o Ciclo Hainish, o povo de Gethen e sua peculiaridade em torno da sexualidade, além das boas intrigas políticas e religiosas.

Por fim, vale destacar os conteúdos extras presentes ao fim da obra, o calendário e o sistema de horário de Gethen, informações sobre a história de Karhide, algumas palavras do idioma de Karhide e duas canções do domínio de Estre, além de dois rascunhos dos mapas de Gethen.

.:.Até mais, gente!.:.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
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2 respostas para Resenha: The Left Hand Of Darkness, de Ursula K. Le Guin

  1. Paulo Dores disse:

    Oie,

    Depois de conhecer Genly em “Os Despojados” tenho mesmo que ler esse livro, a ver se a SDE publica por cá, embora já esteja publicado por uma outra editora.

    Fiquei com vontade de ler sem duvida 🙂

    Abraços

    Fiacha

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