Resenha: House of Chains, de Steven Erikson

Título: House of chains

Autor: Steven Erikson

Publicação: dezembro de 2002

Número de páginas: 1021 páginas

Editora: Tor Fantasy

ISBN: 978765348814

Chegando ao quarto livro da série Malazan Book of the Fallen (quase metade da série, pessoal!) cuja história segue os eventos narrados no segundo livro, no qual a narrativa destacava o embate entre o exército do Império Malazan e as forças de resistência lideradas pela líder Sha’ik, no deserto sagrado de Raraku.  

House of chains une de forma excepcional todas as questões referentes às estratégias de guerra mais as situações referentes às correntes místicas e religiosas do povo do deserto, aliando formas de batalhas e profecias. Sem contar que a expressão “chains” além de definir o surgimento de uma nova força divina na série, a Casa das Correntes, faz referência a situações nas quais os personagens se mostram, de certa maneira, ligados e presos a determinadas ações e determinados acontecimentos narrados pelo autor.

O livro se apresenta como um fechamento daquilo que foi narrado no segundo livro, Deadhouse Gates, mas também fica bem claro que inicia o começo de um novo ciclo. Entretanto, é importante esclarecer que a leitura deste quarto livro, apesar de ser uma sequência direta do segundo volume da série, deve ser feita após o terceiro livro, conforme pedido pelo próprio autor, ou seja, deve-se seguir mesmo a ordem de publicação dos livros.

Quanto à narrativa, o Erikson continua impecável. Dá gosto ver como nada está fora de propósito no livro. Apesar de algumas críticas recebidas pelo livro por parte de alguns leitores em suas resenhas, por conta do começo do livro, dá para perceber no decorrer da leitura a importância dos fatos serem narrados da maneira que foram. Isso porque o autor começa a narrativa do livro ainda no continente Genabackis, mais precisamente em sua parte nordeste, ao invés de levar o leitor de volta diretamente ao deserto sagrado de Raraku.

Realmente essa volta a Genabackis é um destaque importante, não só para construção do mundo da série, mostrando outras localidades, seu povo e sua cultura, mas também para dar destaque a uma sequência de narrações sobre um dos personagens de destaque do livro, quiçá de toda a série.

Por falar em personagens, os destaques ficam para aqueles mais próximos à Sha’ik, cujas intenções e problematizações são muito bem contextualizadas pelo autor, além dos personagens do próprio Império Malazan cujas ações mostram a organização do exército malazan, sem dúvida ótimos trechos para quem gosta de fantasia militar. Gostei muito do Karsa Orlong, do Trull Sengar e da Tavore, mas outros personagens também tiveram o seu destaque. O Erikson consegue dar grande destaque para todos os personagens do livro, mesmo aqueles que aparecem muito pouco, acabam tendo uma grande importância na história pelas suas próprias ações mais do que somente para dar enfoque nos personagens que mais aparecem.

Enfim, é uma grande obra para a série, mesmo sendo um livro um pouco mais fraco do que os três anteriores. Como dito acima, é o fechamento de um ciclo e, claramente, a abertura de uma nova etapa na série. A série continua bem intrigante e estou ansiosa pela leitura do próximo livro.

Série super recomendada!

.:.Até mais, gente!.:.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Fã do Stephen King. Adora Supernatural e filmes de terror.
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