Resenha: As Últimas Quatro Coisas, de Paul Hoffman

Título: As Últimas Quatro Coisas

Título original: The Last Four Things

Autor: Paul Hoffman

Número de páginas: 303 páginas

Publicação: 2011

Editora: Suma de Letras Brasil

ISBN: 97885810500967

Galerinha viciada em livros, eis-me aqui trazendo a resenha do segundo volume da série A Mão Esquerda de Deus, de Paul Hoffman. Bem, vamos lá…se o primeiro livro, onde somos apresentado ao enigmático protagonista, Thomas Cale, não me agradou muito, a continuação – As Últimas Quatro Coisas – seguiu a mesma linha insossa e, infelizmente, apesar da excelente premissa da obra – um órfão entregue a uma ordem religiosa para cumprir a ira de Deus e devastar a maculada humanidade em um aparente cenário pós-apocalíptico – continuou sem empolgar.

Ao retomar ao Santuário, Cale é convencido por seu tutor – Bosco – de que é a Mão Esquerda de Deus, o Anjo da Morte e, assim, ao liderar a impressionante força militar dos Redentores, ele deixa um rastro de morte e destruição por onde passa em busca do cumprimento de sua missão: trazer morte, julgamento e o inferno ao mundo. Contudo, o volátil Cale, capaz de ir da ternura ao mais puro descaso pela existência humana, acaba se virando contra os Redentores ao por em marcha um insano plano de manipulação.

A estória continua com suas premissas, contudo, sem ser convincente quando ao andamento de certos pontos da narrativa que chega a ser um tanto forçada e enfadonha, como a internação de Cale em um hospital para pessoas com transtornos mentais: muito estranho. Confesso que por muitas pensei em abandonar a leitura mas, por ossos do ofício, cheguei ao fim com a impressão de ser apenas mais um livro, nada mais, nada menos.

As Últimas Quatro Coisas, no geral, apesar de não ser terrível, não agrada, mas, ainda assim, tem alguns pontos altos, poucos é verdade, mas que nos dão a esperança de que o desfecho da trilogia traga respostas para as muitas questões em aberto. Outro ponto que deixa a desejar, pelo menos para mim, é a total falta de empatia para com os personagens. Não há ninguém especial que te faça odiar ou torcer por ele ou ela. São personagens do tipo “tanto faz ou tanto fez, ou deixa de atrapalhar ou morre de uma vez”. De qualquer forma, resolvi apostar de que O Bater de Suas Asas, último livro da série, enfim, nos mostre o que Thomas Cale realmente é.

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Sobre Fábio Albergaria

É professor universitário, darwinista convicto, colecionador de livros antigos e, claro, viciado em tudo que tenha papel, tinta e muita imaginação. Brasiliense de nascimento, mas elantrino por vocação.
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