Resenha: The Shadowed Sun, de N. K. Jemisin

Título: The shadowed sun

Autora: N. K. Jemisin

Publicação: 2012

Número de páginas: 528 páginas

Editora: Orbit

ISBN: 97807481130009

The Shadowed  Sun é o segundo livro da duologia Dreamblood. Como o seu antecessor, o livro é também baseado na cultura do antigo Egito e tem na cura o seu principal sistema de magia que, por sua vez, é baseado no Sol.

Apesar de apresentar novos personagens e trazer de volta alguns apresentados no livro anterior, a história se concentra na aprendiz Hanani, a primeira mulher a ser treinada como Curandeira. Por estar em um ambiente masculino, suas atitudes acabam sendo vistas de forma mais severa e seu treinamento é visto por muitos como algo impróprio o que faz Hanani se dedicar muito mais do que seus colegas aprendizes.

Embora fique claro o machismo sofrido pela personagem, a autora coloca tudo de forma muito tradicional e não de forma a desfazer de qualquer figura masculina, inclusive do mundo real, portanto, o leitor não terá a sua masculinidade afrontada por uma autora feminazi, como muito leitores tendem a pensar sobre questões feministas em histórias que seguem essa linha.

A história se concentra também no príncipe Wanahomen cujo objetivo é seguir os passos de seu pai, mas antes precisa conseguir ascender ao trono de seu país. O desenvolvimento da trama se volta, ainda, para a ameaça tratada no primeiro livro e que pode causar ainda mais destruição.

Todavia, a narrativa deixou a deseja um pouco e em vário momentos, a trama é desenvolvida de forma arrastada. Determinadas ações são previsíveis e seu desenvolvimento e desfecho acabam por tornar alguns trechos desinteressantes. O livro ganha força nos momentos finais, quando alguns pontos são fechados, mas mesmo assim, acabam sendo ações narradas de forma corrida. Sem contar a viés juvenil que a trama ganha em determinados momentos, o que faz certas inseguranças apresentadas pelos personagens, parecem chiliques e frescura, ao invés de apenas um adulto lidando com a sua insegurança.

No todo, a duologia é magnífica, seja no trato com a antiga cultura egípcia, seja no trato com os costumes e as características físicas dos habitantes das regiões apresentadas no livro, seja na exploração do cenário e mesmo no sentimento que os personagens despertam no leitor. Estou ansiosa para ler mais trabalhos da autora.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Constant Reader. SJW. Green Ajah.
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