Resenha: Guerras Eternas, de Eduardo Kasse

Título: Guerras eternas

Autor: Eduardo Kasse

Publicação: 2014

Número de páginas: 254 páginas

Editora: Draco

ISBN: 9788582430750

Guerras Eternas é o terceiro livro da série de fantasia histórica Tempos de Sangue, de autoria do escritor brasileiro Eduardo Kasse, e narra os acontecimentos envolvendo estranhas ocorrências nas redondezas da Catedral de Canterbury na Inglaterra do século XIII.

Eduardo Kasse acerta e muito na ambientação do período em que acontece os eventos narrados, trazendo ao leitor os costumes e hábitos dessa época, destacados de acordo com a ocupação de cada pessoa envolvida na história. O principal evento é a reação da Igreja diante de fatos estranhos ocorridos dentro da Catedral de Canterbury e nas redondezas, em um dos vilarejos, causados por criaturas denominados demônios.

Claro que o autor nos apresenta demônios bem piores, escondidos dentro dos membros da própria paróquia, disfarçados de bons cidadãos e bons religiosos, mas que, na verdade, são os mais terríveis seres, preocupando-se somente com o seu luxo. o principal que a Igreja deveria combater, as malezas e sofrimentos humanos, o cuidado com os seus fieis, em especial, as crianças, são deixadas de lado, em nome do bem daqueles que não querem sair da sua zona de conforto para evitar se sujarem com quem não é o representante de Deus na Terra.

Os ditos demônios cujas identidades são reveladas na narrativa, mostram um lado mais humano, mesmo com as atitudes perversas necessárias às suas vidas. São os personagem que mais o leitor se simpatiza desde os livros anteriores. Porém, há um grupo que se destaca na história por conhecer desde cedo o que é ter que se virar para conseguir a próxima refeição e que faz o leitor se perguntar: Onde está a Igreja que não cuida desse grupo? Onde está a benevolência dos servos de Deus para com aqueles que Jesus pediu que lhe fossem trazidos?

O livro também cumpre o seu papel de entreter com uma narrativa que faz a leitura fluir bem e não entedia o leitor, além de, em certos momentos, usar um linguajar mais popular, porém, sem ser obsceno ou deixar o texto sujo.

Por fim, deixo a recomendação da leitura da série que até o momento tem sido uma leitura das melhores da minha infindável lista.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Constant Reader. SJW. Green Ajah.
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