Resenhas: Reaper Man, de Terry Pratchett

Título: Reaper Man

Autor: Terry Pratchett

Publicação: 1991

Número de páginas: 272 páginas

Editora: HarperCollins

ISBN: 9780061807053

Reaper Man (O senhor da foice na versão brasileira publicada pela editora Conrad) é o 11º livro na ordem de publicação da série Discworld e o segundo livro da minissérie Death.

A obra tem como personagem principal Death/Morte, personagem que já apareceu bastante nos demais livros da saga e não somente naqueles pertencentes à sua minissérie. Na história, os Auditores da Realidade (tradução livre), responsáveis por fiscalizar se todas as criaturas do mundo do Disco estão cumprindo As Regras, chegam à conclusão de que Morte criou uma personalidade que está interferindo em suas funções. Com isso, os Auditores resolvem aplicar-lhe uma punição, enviando-o para o mundo dos seres viventes, sob o nome Bill Door, que, por sua vez, passa a trabalhar em uma fazenda como ajudante da Senhorita Flitworth.

Com o mundo sem morte, cada ser desenvolve a sua própria forma de Morte, o que ocasiona o surgimento de diversos fenômenos estranhos, muito parecidos com o que chamamos de fenômenos paranormais em nosso mundo real. São trechos que além de renderem bastante risadas por conta da escrita do autor, acabam por mostrar aquilo as diferentes formas de crença no pós-morte. Cada um acredita em algo diferente e existem aqueles que acham que irão virar pó de estrela. Enfim, cada uma dessas crenças ou não-crenças têm o seu valor.

Outro ponto da história é a volta do mago Windle Poons que passa a frequentar uma ordem chamada Clube Fresh Star, um clube de mortos-vivos liderados por Reg Shoe, que acaba descobrindo juntamente com os magos da Universidade de Ankh-Morpork uma estranha forma de parasita. Aqui, muita atenção, pessoal! Terry Pratchett faz uma excelente crítica ao consumerismo desenfreado. Alguns podem achar que é uma crítica ao Capitalismo e do jeito que os ânimos estão acirrados no nosso cenário político atual, é importante lembrar a data de publicação do livro que coincide com a abertura para o consumo e elementos capitalistas nos países denominados planificados (segundo mundo) no início dos anos 90. É uma crítica válida e muito bem feita, principalmente pela forma sarcástica e irônica do autor.

Por fim, o desfecho fecha o livro com chave de ouro e faz do livro um dos melhores da série até aqui.

Série recomendadíssima.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Constant Reader. SJW. Green Ajah.
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