Resenha: Meia Guerra, de Joe Abercrombie

Título: Meia Guerra

Título original: Half A War

Autor: Joe Abercrombie

Publicação: 2018

Número de páginas: 365 páginas

Editora: Arqueiro

ISBN: 9788580417425

Um final surpreendente para uma trilogia igualmente surpreendente, este é Meia Guerra, o último ato de Yarvi em sua busca implacável por vingança contra aqueles que o subjugaram, subestimaram e assassinaram sua família.

A série Mar Despedaçado faz jus a todos os elogios que vem colecionando. Mais uma vez vemos a incrível habilidade de Abercrombie em nos apresentar um caminho cujo destino é incerto. Mais do que uma aventura épica, Meia Guerra é uma narrativa muito humana, em que é extremamente tênue a linha entre certo e errado. Aqui não há personagens que sejam 100% heróis ou vilões.

O que vale é conseguir alcançar seus objetivos, mesmo que o preço a pagar seja muito alto e, nesta montanha-russa de emoções, é muito legal nos vermos torcendo por alguém e, algumas páginas depois, nos depararmos ávidos por ver aquele mesmo personagem sangrando. Incrível.

Como nos diz o protagonista (será?), Yarvi, apenas meia guerra é travada com espadas. A outra metade é travada com palavras e isso fica bem evidente na tão aguardada batalha entre reinos e reis e que definirá o futuro de todo o Mar Despedaçado. O jogo de poder entre os reinos em conflito em busca de redenção, vingança e paz revela uma trama ao estilo de Game of Thrones, onde os fins justificam os meios.

Destaque muito especial para a nova personagem, Skara que, de uma menina frágil e inexperiente, se transforma na herdeira de um reino à beira do caos. O desenvolvimento de Skara na narrativa é impressionante e, logo, ela assume um protagonismo que, confesso, era inesperado. Ela tem um brilho muito especial e dá o tom que levará o livro a um desfecho épico e totalmente inesperado.

Muitos personagens a que nos apegamos ficarão pelo caminho, outros surgirão, em um ciclo digno das grandes epopeias, mas em se tratando de Abercrombie tudo certo né! Em suma, recomendo muito que a trilogia seja lida na sequência pois não tem como parar. Fortíssima candidata à leitura do ano!

Sobre Fábio Albergaria

É professor universitário, darwinista convicto, colecionador de livros antigos e, claro, viciado em tudo que tenha papel, tinta e muita imaginação. Brasiliense de nascimento, mas elantrino por vocação.
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