Resenha: O Flagelo de Dernessus, de L. P. Faustini

Título: O Flagelo de Dernessus

Autor: L. P. Faustini

Publicação: 2017

Número de páginas: 320 páginas

ISBN: 9788594580092

Editora: Estronho

Sinopse: Província de Sumayya, Sieghard, ano 476 após unificação. No Pico das Tormentas, um pequeno grupo luta pela sobrevivência em meio a uma terra assolada pela guerra e pela doença. As forças da Ordem perecem frente ao exército do Caos, dado como indestrutível. Sir Nikoláos de Askalor e o Rei Marcus II, o Ousado, já não figuram entre os sobreviventes. Com o trono vazio e a queda de Sieghard, as esperanças recaem sobre o único homem capaz de conseguir a resposta para a redenção do Reino, Petrus de Bogdana, agora portador dos mistérios do Oráculo do Norte. No entanto, proteger o fadário da pátria torna-se uma tarefa ainda mais perigosa na existência de um traidor entre seus compartes. Guiados por um insólito artefato, os peregrinos iniciam uma nova jornada rumo ao desconhecido: as Terras-de-Além-Escarpas. Às suas preocupações, soma-se a responsabilidade direta pela realização de um plano de Destino – que poderá levá-los a grandes recompensas ou a terríveis perdas. Seriam eles capazes de cumpri-lo?

Antes de mais nada, preciso ser muito sincera com vocês. Como toda resenha, este artigo possui alto nível de subjetividade, pois é a minha opinião sendo transmitida para vocês. Obvio. Porém, no caso desta obra especificamente, alguns de seus acontecimentos já eram de meu conhecimento. Isso porque eu tive o prazer de ser, por um tempo, uma das leitoras beta do autor do livro. E foi uma experiência maravilhosa. Pena que não pude cumprir todo o período programado, embora eu tenha cumprido à risca as regras, não divulgando nada sobre o livro antes de sua publicação.

Apesar dessa experiência, que recomendo para todos, vários trechos da narrativa me surpreenderam bastante. E os poucos trechos que eu já tinha lido também acabaram sendo surpreendentes por causa da forma como o autor contextualizou as cenas narradas nesses trechos no texto final.

Por isso, eu não poderia deixar de adorar esse livro. Eu vi parte dele ser escrito, apesar do produto final – colocação das cenas em determinados capítulos, edição, arte e tudo mais referente à produção – ter resultado em algo bem diferente e surpreendente para mim.

Falando da leitura em si, O flagelo de Dernessus é a sequência de A queda de Sieghard com a já esperada continuação dos eventos narrados neste livro. De volta temos os sete protagonistas e um maior aprofundamento em suas personalidades, o que deixa a narrativa ainda mais empolgante. Também tem aquele lado de história de aventura, com excelentes cenas de ação, batalhas, que dão mais emoção para a trama.

A expansão de cenário também é muito bem feita e contextualizada e dá ao universo da série uma ideia do tamanho do mundo onde se passa a história e o que ainda pode ser explorado. O que fica ainda melhor com a ajuda dos mapas que ilustram o livro.

Novos personagens são incluídos na história, o que também ajuda na expansão do mundo onde se a série, além de trazer mais fatos interessantes sobre a História do local, inclusive em relação à forma de falar de certos personagens, no uso de expressões mais ou até menos formais do que aquelas usadas pelos protagonistas. O que enriquece e muito o nível de conhecimento do/da leitor/a em relação ao mundo no qual ele/ela está se aventurando durante a leitura.

Em suma, O flagelo de Dernessus cumpre muito bem o seu papel de sequência da série Maretenebrae, ao mesmo tempo expandido de forma bem interessante o universo da saga e trazendo ao leitor informações importantes que acabam por intrigar ainda mais o leitor de uma forma bastante positiva. O livro ainda traz alguns bônus: a Lista dos Reis de Sieghard; um conto, intitulado O dragão de barba negra; partituras de canções;  e os agradecimentos.

Série recomendada.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Constant Reader. SJW. Green Ajah.
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