Resenha: A Grande Rainha, de Marion Zimmer Bradley

Título: A Grande Rainha

Título original: The Mists of Avalon – The High Queen

Autora: Marion Zimmer Bradley

Publicação: originalmente em 1983

Número de páginas: 232 páginas

Editora: Imago

ISBN: 9788531210389

Continuando os eventos do primeiro volume, A Grande Rainha narra os acontecimentos pós-ascensão ao trono do agora Rei Artur. O livro traz, obviamente, as consequências das ações narradas em A Senhora da Magia, em especial aqueles relacionados a questões políticas e a interferência da religião na política. 

Com um novo Rei, surge a necessidade de um herdeiro para continuar tudo aquilo que será construído e continuar o legado da família real dentro do território britânico. A pressão que politicamente cai sobre Artur se transfere de forma mais intensa para a rainha, Gwenhwyfar. O que seria apenas um atraso no sonho de trazer um herdeiro acaba virando uma verdadeira obsessão para a rainha que vive a complicada situação de manter-se dentro de um duplo relacionamento.

Assim, ao não conseguir conceber o tão sonhado filho de seu Rei e marido, a rainha se sente cada vez mais culpada pelas suas atitudes não muito fieis ao Rei e pensa estar sendo castigada pelo seu Deus. Dessa forma, os sentimentos dúbios de Gwenhwyfar representariam a hipocrisia dos religiosos, em especial daqueles da religião cristã, que vivem de aparência e escondem comportamento poucos dogmáticos e toda a angústia trazida pela culpa, mais como um medo de um Deus severo e punitivo, do que por questões de fidelidade e amor ao próximo.

Aliás, é bem interessante como a autora coloca a personagem Gwenhwyfar em evidência nesse segundo volume, porém, a personagem acabou por ser uma das mais antipáticas de todos da obra. Acredito ser esse o objetivo da autora, pois os demais personagens também têm expostos as suas principais características, tantos as qualidades quanto os seus defeitos.

Ao mesmo tempo, a rainha mostra a consequência dos casamentos arranjandos e, como mencionado acima, vive um debate íntimo imenso entre a fidelidade com o seu Rei e marido e o seu amor por Lancelote.

O desfecho do livro mostra uma das cenas mais interessantes da obra, pois demonstra o quanto Artur procura ser justo, mesmo diante de uma situação bem delicada e retrata questões relacionadas à sexualidade. Tudo dentro de um bom contexto dentro da narrativa do livro até aqui.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Fiel leitora de Stephen King. Fã de Supernatural, American Horror Story e filmes de terror. SJW. Green Ajah.
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