Resenha (filme): A Onda

Título: A Onda

Título original: Die Welle

Duração: 107 minutos

Ano de produção: 2008

País de origem: Alemanha

Gênero: Drama

Baseado em um experimento do professor de história norte-americano Ron Jones, que conseguiu demonstrar que mesmo uma sociedade dita democrática não está totalmente imune aos ideiais fascistas, Die Welle mostra como ideologias, em especial aquelas fundadas na Autocracia e no Fascismo, podem perder o controle dentro de uma sociedade. Ainda bem que isso não acontece na vida real, hein, pessoal? Só que não!

Na produção, o professor mais popular de um colégio alemão, o Rainer Wenger, contra a sua vontade, é designado para ensinar aos seus alunos a matéria de História dedicada aos estudos sobre a Autocracia. Para quem está tendo dificuldades em saber o que é, a Autocracia recebe o nome de Ditadura no linguajar populesco.

Inconformado com a decisão da direção do colégio e percebendo que grande parte dos alunos optaram pela sua matéria, o professor decide se empenhar no projeto e junto com os alunos desenvolve um movimento dentro da sala de aula que fica conhecido como A Onda.

Este movimento tem um Führer, que seria o líder – no caso, o próprio professor Wenger – além do símbolo, gestos de saudações (bem parecidos com aquelas dedicadas a Hitler e Mussolini), além de vestuário próprio. Tudo para que os aluno possam entrar no clima do que é uma ditadura fascista e entender melhor a matéria. Alguns alunos se opõem ao projeto, destacando o exagero em tal forma de ensinar, mas alguns acabam entrando na onda (trocadalho!) e outros continuam como opositores do movimento, em especial duas garotas. Há também os alunos que não se interessam em fazer parte do movimento, simplesmente por não quererem, sem fazer uma oposição direta ao projeto.

O experimento sai de controle e ao tentar terminar o projeto, o professor Wenger acaba percebendo que A Onda tem vida própria e tem uma consequência muito séria em relação a um aluno que viu em A Onda uma forma de fugir da solidão. O desfecho é bem condizente com toda a trama e mostra muito bem que os líderes são sim responsáveis quando os seus dizeres e atitudes servem para espalhar ódio e medo na sociedade.

Apesar de todo o exagero de uma produção cinematográfica, o tema fascismo, bem como o extremismo, é muito bem contextualizado. Há espectadores que ainda buscam desculpas esfarrapadas na perda de controle do projeto pelo fato de os membros d’A Onda serem adolescentes, mas não é difícil, nos tempos atuais, ver adultos cometendo as mesmas atrocidades e se mostrando marionetes nas mãos de líderes políticos que propagam ideais fascista e nazistas em nosso país e pelo mundo afora.

E, claro, o extremismo é ruim em qualquer forma de ideologia.

Filme recomendadíssimo!

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Fiel leitora de Stephen King. Fã de Supernatural, American Horror Story e filmes de terror. SJW. Green Ajah.
Esse post foi publicado em Filmes, Resenhas e marcado , , . Guardar link permanente.

Deixem o seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s