Resenha: O despertar da fúria, de Eduardo Kasse

Título: O despertar da fúria

Autor: Eduardo Kasse

Publicação: 2015

Número de páginas: 264 páginas

Editora: Draco

ISBN: 9788582431276

Em plena Salisbury medieval, enquanto a Igreja caça os demônios, a nobreza tenta manter os seus privilégios e se safar dos horrores da peste negra que está dizimando o povo em vários localidades da Inglaterra, os queridos andarilhos da noite, Harold Stonecross, Tita, Alessio e Liádan, além da misteriosa Stella, também tentam sobreviver aos horrores da peste, uma vez que a sua fonte de alimentação tem se tornado cada vez mais escassa.

O despertar da fúria é o quarto e penúltimo livro da série de fantasia história medieval Tempos de Sangue. Aqui há a reconstrução de mais um período medieval, dentro de uma cenário caótico provocado por uma doença responsável por dizimar boa parte da população europeia.

Apesar de ter uma enfermaria para cuidar dos doentes, é muito visível os desinteresse dos membros do Clero pela vida de seus fieis, bem como da aristocracia pela sua população. Mesmo assim, uma resposta deve ser dada às autoridades superiores da Igreja, pois sem população, como manter os privilégios pagos por ela? Assim, a Igreja, procurando caçar os seres noturnos, encontra a quem culpar pelo aparecimento da doença, ao invés de tentar buscar meios sanitários e mais eficazes de erradicar a contaminação.

Os seres noturnos, denominados demônios pela santa Igreja, também tentam sobreviver em meio a esse caos, pois se alimentar fica cada vez mais difícil e quando conseguem não chegam a se sentir saciados.

O interessante do livro, além das questões históricas e culturais, é ler diversos pontos de vista de tudo que está acontecendo, ou seja, o autor não se prende a apresentar uma narrativa apenas sob o ponto de vista de um grupo específico. Portanto, temos a visão dos grupo de Harold, a visão de alguns habitantes de um certo povoado, a visão de personagens do Clero e da nobreza.

Mais um ponto interessante é a forma como a narrativa é desenvolvida. Em determinados momentos temos um narrador onipresente, o chamado narrador em terceira pessoa. Em outros, temos um personagem contando para o leitor o que está acontecendo em uma narrativa em primeira pessoa.

Todavia, aquilo que mais gostei no livro e acho que agradará muitos fãs, é um momento bem esperado por mim na série, quando teríamos mais seres noturnos, mais situações que mostram a participação dos deuses tanto falados nos livros. Não vou entrar em detalhes, óbvio, mas foi uma grande sacada da série e não poderia ser em melhor momento dentro da saga.

Pelo que já falei dessa série aqui, nas resenhas dos demais livros, Tempos de Sangue tem sido uma das melhores leituras dos últimos tempos para mim.

Série recomendadíssima.

.:.Até mais, gente.:.

Sobre Cassy Teodoro

Fiel leitora de Stephen King. Fã de Supernatural, American Horror Story e filmes de terror. SJW. Green Ajah.
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