Resenha: The Scar, de China Miéville

Título: The Scar

Autor: China Miéville

Publicação: 2002

Número de páginas: 767 páginas

Editora: Del Rey

ISBN: 9780345454898

The Scar é o segundo implemento do universo Bas-Lag. A narrativa se passa depois dos acontecimentos de Perdido Street Station, porém não possui qualquer relação direta com o seu enredo. Portanto, não é necessário ler Perdido Street Station para ler The Scar.

No livro, o autor nos conta a história a partir dos pontos de vista da Bellis Coldwine e do Tanner Sack. Ambos estão em um navio rumo a Nova Esperium. Enquanto Bellis deseja fugir de sua terra natal (o cenário de Perdido Street Station) e se livrar dos traumas causados pelos estranhos acontecimentos de lá, Tanner é um Remade escravizado que também.

O livro possui outros personagens, mas a narrativa, que se passa em terceira pessoa, preocupa-se em detalhar a história pelos pontos de vista da Bellis e do Tanner, como mencionado acima.

Antes de chegar em Nova Emperium, o navio é sequestrado por um grupo de piratas e acaba se tornando parte da cidade de Armada, liderada por um casal conhecido como The Lovers.

Armada é uma fascinante cidade, apesar de ser formada pelo sequestro de vários navios. A concepção de como os sequestrados são tratados no local é bem interessante e as impressões de Bellis e Tanner acabam sendo bem contraditórias: uma, apesar de querer fugir, vê Armada como uma prisão, embora tenha a liberdade de andar pela cidade e ser útil para os propósitos locais, já Tanner vê uma forma de se tornar livre através de suas habilidades, adquiridas pela sua nova forma.

A jornada de Armada em direção ao misterioso local conhecido como The Scar acaba sendo cheia de surpresa para o casal The Lovers e revela algumas conspirações que podem trazer certos tormentos para a aparente tranquilidade do lugar, apesar da forma como Armada é construída.

A narrativa do China é incrível e retrata muito bem o sentimento dos personagens-chave da história, trazendo momentos de leitura mais fluídas e outros mais lentos, mas bem apropriados para o que o autor quer contar. China explora de forma magnífica o mundo que criou, inclusive em relação a seres bem diferentes daqueles mostrados em Perdido Street Station.

Todavia, alguns trechos envolvendo o ponto de vista da Bellis não foram muito envolventes e tornaram a leitura bem enfadonha. Realmente o autor não se esforça nem um pouco em querer buscar de nós leitores uma simpatia extrema pelos personagens, mas Bellis teve os seus momentos chatos. Bem chatos!

Por isso, deixo a recomendação da leitura para aqueles que se tornaram fãs do China e desejam ler todos os livros lançados por ele, e para aqueles leitores que procuram uma criação de mundo fora dos padrões tão explorados pelos autores de fantasia e ficção científica mundo afora.

.:.Até mais, gente!.:.

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Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Fã do Stephen King. Adora Supernatural e filmes de terror.
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