Resenha: Fogo & Sangue, de George R. R. Martin

Título: Fire & Blood

Autor: George R. R. Martin

Número de páginas: 971 páginas

Publicação: 2018

Editora: Bantam

ISBN: 9781524796297

Fire & Blood é o primeiro volume de mais um livro do universo da série As Crônicas de Gelo e Fogo, do escritor estadunidense George R. R. Martin, que conta da Casa Targaryen 300 anos antes dos acontecimentos da saga.

O livro narra o período que vai da chegada dos Targaryen a Westeros, vindos de Valíria, antes do declínio do local, tendo como chefe e rei de Westeros, Aegon I, até o reinado de Aegon III. A narrativa procura mostrar os costumes da família e o choque cultural com as demais Casas/Famílias nobres do país, bem como questões religiosas e políticas, além das disputas pelo trono e as conspirações dos poderosos para manterem. Além disso, há também as questões territoriais, Westeros versus Dorne, por exemplo, ganhar a confiança do norte, questão retratada nos livros da saga, lutas com regiões além mar e os próprio conflitos familiares dos senhores/senhoras dos dragões.

Dentro das questões familiares, a que ganha mais espaço, em princípio, refere-se à sucessão do Aegon I, criador do Trono de Ferro. Outro ponto é aquele conflito narrado em um dos contos da antologia Dangerous Women, com a tão conhecida Dança dos Dragões, porém, com um enfoque nas causas da disputa familiar.

Importante esclarecer que a narrativa não é apresentada através dos pontos de vista dos personagens. O narrador é um cronista e o seu relato é baseado tanto em testemunhas de algum fato, como pelo seu próprio conhecimento, além de documentos. Há, inclusive, contraposições de relatos sobre um mesmo fato, dando uma ideia de que nem tudo que é narrado realmente aconteceu ou aconteceu de dessa forma.

Não posso deixar de destacar o ponto alto do livro que é o período do reinado do Jaeherys I e sua rainha Alysanne, que demonstra a cumplicidade, fidelidade e amor entre o casal, sem romantismo exagerado, bem como o porquê o monarca ficou conhecido como o Rei Velho. O casal teve mais de dez filhos e o reinado foi um tempo de prosperidade e paz em Westeros.

Apesar desse ponto super positivo do livro, não dá para deixar de destacar uma certa repetição de formula da escrita ou da narrativa, como preferir, do autor: sempre as mesmas intrigas, mulheres no poder mais uma vez retratadas da pior maneira – louca, histérica, falta homem na vida. É o cliche ou elementos nesse tipo de história, muitos leitores vão dizer (passar pano, na verdade), mas em alguns trechos foi muito forçado usar esse elemento.

Parece que o autor não tinha ideia melhor e “já sei, vou sacar a carta da mulher chata que quer o poder do marido/irmão/amante para preencher esse trecho, pois não tenho ideia melhor e leitores adoram ver mulher chata se dando mal e o homem poderoso conseguindo contê-las”. Em outros trechos, o contexto ficou perfeito, e realmente a personalidade da mulher em questão foi bem explorada e revelou um ser ambicioso ou problemático.

Todavia, é uma fórmula que já está ficando bem chato de ler, até em outros livros de fantasia. Repito, quando o contexto não condiz muito com esse tipo de recurso narrativo. De qualquer forma, gostei muito do livro e não vejo a hora de ter o segundo volume em mãos.

.:.Até mais, gente!.:.

Sobre Cassy Teodoro

Constant Reader. SJW. Green Ajah.
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