Resenha: Lord of Chaos, de Robert Jordan

Título: Lord of Chaos

Autor: Robert Jordan

Publicação: 15 de outubro de 1994

Número de páginas:  986 páginas

Editora: Tor Books

ISBN: 9780812513752

“The lions sing and the hills take flight. The moon by day, and the sun by night. Blind woman, deaf man, jackdaw fool. Let the Lord of Chaos rule.”

Lord of Chaos é o sexto livro da série The Wheel of Time (A Roda do Tempo) do escritor americano Robert Jordan. Continua exatamente onde o quinto livro parou e é um dos melhores livros da série, muito em razão do último capítulo, onde acontece um dos momentos épicos da série: a Batalha de Dumai’s Wells. Eu considero o melhor livro da primeira metade da saga e é meu preferido.

Em comparação com os livros anteriores, a leitura flui mais. Não que os livros anteriores fossem chatos e enfadonhos, muito longe disso. Essa série proporciona ótimos momentos em todos os seis livros, mas Lord of Chaos ganha em narrativa. Isso porque os acontecimentos do livro assim o fazem. Logo no prólogo temos pela primeira vez uma ideia de como é Shayol Ghul depois da Destruição do Mundo causada por Lews Therin. Era algo que me deixava extremamente curiosa, saber como era o local depois de tanto tempo e saber em que reais condições o Dark One se encontra. A única prova de que ele realmente vive aparece através de situações conhecidas como o Toque do Dark One. E desde o quarto ou quinto livro, esse toque tem se manifestado no clima. E esse passa a ser outro ponto da trama, uma maneira de concertar o clima de Randland.

Além das já conhecidas conspirações entre os Forsaken e Darkfriends e as intrigas para derrubar Rand e seus amigos, que vêm acontecendo desde o primeiro livro, neste sexto volume são mais uma vez os Whitecloaks, Os Filhos da Luz, que mostram a sua real força. Em diversos trechos é possível saber que estão em mais lugares e aumentando cada vez mais as suas perseguições aos que eles acreditam ser Darkfriends. Eu particularmente adoro esses momentos dos temidos Whitecloaks. Robert Jordan, claro, teve inspiração nos momentos da Santa Inquisição ao criar esse grupo. É um grupo que já provou ser capaz das maiores atrocidades e práticas cruéis para conseguir o que querem. E o fanatismo não para somente neles, Jordan mais uma vez trás trechos descrevendo barbaridades cometidas em nome do Dragão Renascido, protagonizadas pelo Profeta e seu bando. É uma forma de mostra até onde chega o extremismo, mesmo quando os lados defendem interesses rivais, causando os mesmos atos cruéis e desumanos.

Como não poderia deixar de ser Nynaeve e Elayne desempenham um papel bem importante na trama, principalmente Nynaeve. Mas é Egwnene a personagem feminina que ganha destaque. Com uma persoanlidade bem diferente da garota da vila que sai para um dia se tornar Aes Sedai, Egwene, assim como Rand, chega a um ponto alto na trama. O triste é que essa nova Egwene parece rivalizar com o novo Rand, colocando a amizade dos dois em risco.

Já Rand mais uma vez se mostra mais frio e rígido, o que é repetidamente destacado por diversas personagens. A mácula do One Power parece estar fazendo cada vez mais efeito em Rand. Embora não se saiba se realmente é essa mácula que o afeta. Entretanto, Rand mostra mais uma vez ser um grande estrategista e uma pessoa não tão fácil de ser enganado. O fardo de carregar o destino do mundo também o deixa cada vez mais insensível e cada vez menos lemos algum trecho em que Rand esboça alguma emoção. Realmente os trechos em que Rand esboça algo são muito triste e tensas. É o personagem cujos capítulos eu teno gostado mais de ler nessa releitura. Ele cria algo de extrema importância para os homens que podem canalizar o One Power, porém algo inesperado acontece.

O que eu gostei bastante foi a volta de Perrin Aybara á série, depois de protagonizar cenas incríveis no quarto livro, Perrin fi deixado de fora no quinto e agora volta e em um momento super tenso, quando acontece uma das cenas mais épicas da série: a Batalha de Dumai’s Wells. Sobre a batalha eu só vou dizer que é o melhor capítulo do livro e é o trecho mais bem escrito de batalha que já li, depois dos livros do Tolkien. Emoção e adrenalida pura. O One Power usado de forma devastadora, como uma arma de destruição. É épico, gente. Até arrepio só de relembrar.

Por fim, coloco algo que eu havia prometido fazer nesta resenha. Na verdade, era algo que eu pensei em fazer na próxima resenha, que marcará a metade da série, ou na resenha do último livro, mas como em Lord of Chaos o autor já fez questão de colocar, farei conforme havia prometido. Trata-se da cronologia da série até o momento. Vou colocar uma linha do tempo bem simplificada até o sexto livro, quem quiser ver uma mais completa é só clicar aqui (artigo em inglês). O autor apenas marca a passagem do ano através de um festival, chamado A Festa das Luzes, que acontece no úlitmo dia do ano e se prolonga até o começo do ano seguinte.

A série se passa numa época denominada Nova Era. Para quem tem os livros da série, no Glossário tem uma explicação sobre a nomeação das eras. The Eye of the World (O Olho do Mundo) e The Great Hunt (A Grande Caçada) se passam no ano 998 NE (998 da Nova Era). The Dragon Reborn (O Dragão Renascido), The Shadow Rising (A Sombra Alastra), The Fires of Heaven e grande parte de Lord of Chaos se passa no ano 999 NE. Lord of Chaos termina com a Batalha de Dumai’s Wells acontecendo no começo do ano 1000 NE.

Observação: Os livros e a franquia da série The Wheel of Time pertencem a © Robert Jordan.

As expressões The Wheel of Time™ and The Dragon Reborn™, e o símbolo com a cobra e a roda são marca registrada de Robert Jordan.

.:.Abraços e até a próxima.:.

Sobre Cassy Teodoro

Administradora e resenhista deste digníssimo blog. Aes Sedai da Ajah Verde, Curadora das Crônicas da Torre Branca e fiel ao Lorde Dragão Rand al'Thor.
Esse post foi publicado em Fantasia e Ficção Científica, Resenhas, Romance e marcado , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

9 respostas para Resenha: Lord of Chaos, de Robert Jordan

  1. Ai gostava tanto também de poder ler estes volumes seguintes, vejo que vai melhorando, melhorando e o corvo sofrendo😀

  2. Pingback: Confirmado: a série The Wheel of Time será publicada no Brasil em 2013 | D R A G O N M O U N T B O O K S

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